- Polinésia Francesa ampliou áreas totalmente protegidas para 30% de suas águas, proibindo atividades extrativas como mineração no leito e pesca industrial.
- A expansão adiciona 520.000 km² de águas protegidas, elevando a superfície total a cerca de 1,4 milhão de km² (aproximadamente 30% do território marinho).
- A região já contava com a área marinha protegida Tainui Atea, criada em 8 de junho do ano passado, com proteção de cerca de 900.000 km² próximas às ilhas Society e Gambier.
- A proteção mantém zonas de pesca artesanal para a população local, com pesca industrial proibida; novas zonas artesanais (190.000 km² em 2025 e ampliação em 2026) limitam o uso da pesca a artes de linha simples.
- A moratória sobre mineração no leito marinho permanece desde 2022; França ajuda na fiscalização, incluindo rastreamento satelital, para sustentar as proteções.
O governo de Polinésia Francesa ampliou a área oceânica sob proteção total, passando a 30% de seus mares sem atividades extrativas, como mineração de fundo e pesca industrial. A mudança ocorreu com anúncio do governo local no dia 7 de junho de 2026.
A decisão expande em 520 mil km² a zona de proteção integral, somando-se aos quase 5 milhões de km² já cobertos pela área marinha protegida Tainui Atea. A ampliação ocorre próximo às ilhas Austral, Marquesas e ao Oeste da Sociedade.
Ao todo, 1,4 milhão de km² de águas polinésias passam a ter proteção total contra extração de recursos, incluindo a pesca industrial. A moratória sobre mineração de fundo segue vigente desde 2022, com reafirmação em 2025 pela Presidência.
A área protegida mantém zonas de pesca artesanal, para apoio às comunidades locais, mas proíbe a pesca industrial na maior parte do território. A restrição favorece a conservação de espécies e ecossistemas marinhos.
Polinésia Francesa estabeleceu em 2025 zonas de pesca artesanal que somam 190 mil km², com acréscimento de 8 mil km² em 2026. A pesca artesanal permanece permitida com regras de manejo, como o uso de linha de anzol em barcos com menos de 12 metros.
O novo território protegido foi criado por consenso entre comunidades locais, após mais de uma década de atuação de prefeitos e representantes regionais. A França atua na fiscalização com vigilância por satélite e apoio operacional no terreno.
Entre os impactos, a medida busca conservar 20 espécies de tubarões, incluindo o tubarão martelo-de-crista-escamada e o tubarão-azul, bem como áreas de reprodução de 22 espécies de aves marinhas, entre elas o petrel-polynésio e o petrel de Murphy.
Proteções também beneficiam atividades como a pesca de peixe-sword, atum-embalado e opah na região Austral e Marquesas, além de 455 espécies de moluscos, 60 de peixes pelágicos, três espécies de tartarugas marinhas e 10 mamíferos marinhos.
O presidente Moetai Brotherson afirmou, em entrevista à AFP, que a medida reforça o compromisso da região com o oceano e pode servir de exemplo para outros países na gestão de seus mares.
Entre na conversa da comunidade