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Trump e o presidente do Irã assinam acordo inicial para encerrar guerra

Trump e o presidente do Irã assinam acordo inicial para encerrar o conflito, com reabertura do estreito de Hormuz e sanções suspensas por sessenta dias

President Donald Trump after the G7 Summit, in Orly, France, on 17 June 2026
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  • Líderes dos EUA e do Irã assinam acordo inicial para encerrar a guerra, que pode entrar em vigor imediatamente.
  • O acordo prevê a reabertura do estreito de Hormuz, um plano de reconstrução do Irã de 300 bilhões de dólares e o fim de sanções americanas.
  • A questão nuclear fica em negociação por até sessenta dias, com extensão mediante consentimento mútuo; o Irã afirma não buscar armas nucleares.
  • O texto cita que o urânio enriquecido será diluído no local, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.
  • Reações nos EUA e no Irã são mistas; o preço do petróleo caiu após o anúncio e há preocupação de desdobramentos diplomáticos e militares.

Trump e o presidente iraniano assinaram um acordo inicial de paz com o objetivo de encerrar o conflito entre os dois países. O formation do memorando ocorreu na França, durante a cúpula do G7, em meio a negociações que incluem questões militares, econômicas e diplomáticas.

O texto prevê a reabertura do Estreito de Hormuz, um plano de reconstrução para o Irã avaliado em 300 bilhões de dólares e a suspensão de sanções dos EUA a Teerã. O tema nuclear, considerado determinante pelo governo americano, fica para negociação em um período máximo de 60 dias, passível de extensão.

Pelo Irã, o acordo foi assinado pelo presidente Masoud Pezeshkian. O porta-voz da Assembleia, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a confiança no anúncio permanece baixa e indicou que o país pode adotar uma linguagem de poder caso as negociações avancem de forma dificultosa.

Do lado norte-americano, o texto estabelece que as operações militares em todos os fronts devem cessar de forma imediata e permanente, incluindo no Líbano. Fica também aberta a possibilidade de futuras cobranças sobre o Estreito de Hormuz após o período inicial de 60 dias.

Em relação ao programa nuclear, o memorando afirma que o Irã não deve possuir ou desenvolver armas nucleares, com o urânio enriquecido a ser diluído no local, sob supervisão do OIEA. Anteriormente, a Administração norte-americana previa a retirada completa do material do país.

As autoridades iranianas ressaltaram que o Estreito de Hormuz não voltará ao estado anterior ao conflito e sinalizaram a hipótese de cobrança de taxas após o período de 60 dias, caso as negociações sobre o tema não avancem.

No início da noite, a cotação do petróleo recuou, com o Brent ficando próximo de queda de 1% no pregão asiático, em torno de 78,79 dólares por barril, ainda superior aos níveis pré-conflito.

O acordo também menciona a suspensão de operações militares em todos os fronts, mas não detalha ajustes na atuação de Israel, que realizou ataques contra o Hezbollah recentemente. O tema provocou divergências entre aliados na região.

Repercussões políticas foram observadas nos Estados Unidos, com críticas de alguns senadores da oposição e de apoiadores de Trump quanto aos impactos e à viabilidade do plano, ainda sem consenso no Congresso.

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