- O ministro dos Transportes, George Santoro, pediu mais transparência do Banco Central nas decisões sobre a Selic, durante a inauguração da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, em Dom Aquino (MT).
- Santoro afirmou que é preciso tornar a metodologia de definição da taxa pública, citando o Federal Reserve como exemplo de divulgação de informações.
- O Copom decidiu, em 17 de jun, reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, o 3º corte consecutivo do mesmo tamanho.
- O ministro disse que juros altos dificultam o financiamento de infraestrutura e defende maior participação do Estado nesse tipo de investimento; o setor industrial ressalta que o juro real brasileiro continua entre os maiores do mundo.
- O governo planeja retomar concessões ferroviárias com 8 projetos para leilão entre o 2º semestre de 2026 e 2027, além de lançar linha de crédito do BNDES para ferrovias com prazo de até 40 anos.
O ministro dos Transportes, George Santoro, pediu mais transparência do Banco Central nas decisões sobre a Selic. A cobrança ocorreu durante a entrega da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, em Dom Aquino (MT), neste sábado (20.jun.2026).
Santoro afirmou que o BC precisa tornar clara a metodologia usada pelo Copom para fixar a taxa. Ele citou o Federal Reserve como exemplo de divulgação de reuniões, destacando a importância da transparência para o desenvolvimento de infraestrutura.
Copom reduz Selic em 0,25 ponto, para 14,25% ao ano
Na quarta-feira anterior, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a redução da taxa, já anunciando o 3º corte consecutivo de igual magnitude. O ajuste não alterou o cenário de juros elevados no país.
Mesmo com o recuo, o setor industrial e parte do governo mantêm críticas ao nível da taxa real no Brasil, considerado o maior do mundo. Santoro reforçou a necessidade de participação estatal no financiamento de grandes obras de infraestrutura.
Ferrovias e linhas de crédito específicas
O Ministério dos Transportes mantém a agenda de retomar o programa federal de concessões ferroviárias, com oito projetos previstos para leilão entre o 2º semestre de 2026 e 2027. Paralelamente, o governo lançou uma linha de financiamento do BNDES voltada a ferrovias, com prazos de até 40 anos.
Entre os projetos, a Rumo Logística figura como investidora de uma ferrovia de cerca de 5 bilhões de reais, com apoio público por meio de debêntures incentivadas ancoradas pelo BNDES.
Observação do envio
O jornalista viajou a convite da Rumo Logística.
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