- A matéria afirma que a classe branca não-moderada, historicamente, valoriza o acesso ao poder sobre grupos raciais mais do que ganhos econômicos.
- Elites brancas moldaram a política para manter a supremacia racial, chamando isso de “salários psicológicos da branquitude”.
- Durante a Reconstrução, líderes como Andrew Johnson favoreceram brancos pobres e, ao mesmo tempo, o racismo para manter o controle sobre a população negra.
- A narrativa de Trump e do movimento Maga transforma ressentimento classista em hostilidade racial, promovendo um estado policial em vez de soluções econômicas.
- Mesmo com ganhos econômicos aparentes para brancos, a base Maga tende a sustentar políticas que beneficiam a elite branca, mantendo a violência institucional contra negros e imigrantes.
O artigo analisa como a atuação política da classe média branca nos Estados Unidos tem sido guiada, na prática, pela busca de poder sobre grupos raciais, e não apenas por motivos econômicos. Observa que, após décadas, jornalistas e pesquisadores estudam se o apoio de brancos sem ensino superior a candidatos conservadores persiste na eleição de 2026. A conclusão central é que a “máxima” econômica nem sempre explica o comportamento eleitoral.
Segundo o texto, a prioridade dos brancos mais pobres e da classe operária branca não é somente renda, mas o controle sobre grupos raciais. Ao discutir democracias multirraciais, há abertura para políticas que beneficiem apenas uma parcela da elite branca, o que, historicamente, acompanha a preferência por reduzir direitos de Black e imigrantes.
A análise recorre a referências históricas, destacando a era da Reconstrução após a Guerra Civil. A partir de figuras como WEB Du Bois, o texto argumenta que elites brancas manobravam o racismo para manter a classe trabalhadora alinhada a interesses de proprietários de terras, fortalecendo o poder racial como moeda política.
A narrativa retoma o papel do ex-presidente Andrew Johnson, que utilizou políticas de supremacia branca para desmantelar avanços de afro-americanos e reduzir ganhos de pobres brancos. O objetivo foi manter o controle econômico por meio de uma concertação racial, alimentando uma polícia estatal que punia a resistência negra.
O texto também comenta a evolução política desde a Reconstrução até os dias atuais, apontando que o voto branco não está necessariamente atrelado à renda. Mesmo com políticas de bem-estar criadas ao longo do tempo, como seguros sociais e habitação, a linguagem pública tornou-se um instrumento para deslegitimar programas que beneficiam minorias, sob a alegação de favorecer “pauta de raça”.
No presente, o argumento central é que a retórica de “oportunidade econômica” e “mobilidade” funciona como um código para manter privilégios raciais. A defesa de uma democracia multirracial não é suficiente para alterar o alinhamento político entre brancos sem ensino superior e o atual sistema de poder, segundo a análise.
Conclui-se que a atração pela retórica de lei e ordem e pela ampliação de um estado policial não se resume a questões econômicas, mas envolve uma troca social que privilegia a manutenção de privilégios raciais. A narrativa ressalta que persuadir esse eleitorado a abandonar o apoio a políticas raciais não é tarefa simples, dado o elo entre cidadania, violência estatal e racismo institucional.
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