O líder do Reform UK Nigel Farage anunciou nesta terça-feira (7) que deixará o cargo de parlamentar para provocar uma eleição suplementar em seu distrito eleitoral. Farage afirmou que disputará novamente a vaga e buscará a reeleição. As informações foram retiradas da Reuters. Considerado o “pai do Brexit”, Farage ajudou a levar o euroceticismo ao […]
O líder do Reform UK Nigel Farage anunciou nesta terça-feira (7) que deixará o cargo de parlamentar para provocar uma eleição suplementar em seu distrito eleitoral. Farage afirmou que disputará novamente a vaga e buscará a reeleição. As informações foram retiradas da Reuters.
Considerado o “pai do Brexit”, Farage ajudou a levar o euroceticismo ao centro da política britânica, transformou o Partido da Independência do Reino Unido em uma força eleitoral e pressionou o então primeiro-ministro David Cameron a convocar o referendo de 2016, de acordo com a BBC. Sua atuação também mobilizou eleitores favoráveis à saída do Reino Unido da União Europeia e teve papel central na vitória do Brexit.
No pronunciamento em que anunciou a renúncia, Farage também criticou a intromissão da imprensa na vida de sua família e afirmou que a elite política tradicional tem feito tudo o que pode para dificultar a atuação de seu partido. A declaração foi transmitida pela televisão.
“Esta será uma eleição suplementar do povo contra o establishment”, disse Farage. “Vou lutar para vencer. Vou lutar para continuar a revolução política que o Reform iniciou.”
Farage, que tem enfrentado forte escrutínio sobre suas finanças nos últimos meses, afirmou que pretende deixar nas mãos de seus eleitores a decisão sobre sua permanência no Parlamento.
Farage enfrenta investigações sobre finanças
O líder do Reform UK passou a ser alvo de questionamentos sobre suas finanças após revelações sobre presentes e apoio financeiro recebidos de um bilionário do setor de criptomoedas e de um aliado político condenado por fraude nos Estados Unidos. As informações são do The New York Times.
Em maio, foi revelado que ele recebeu 5 milhões de libras, cerca de US$ 6,7 milhões, de Christopher Harborne, bilionário britânico do setor de criptomoedas que vive na Tailândia. Farage afirma que o presente não precisava ser declarado, mas o comissário de padrões do Parlamento abriu uma investigação para apurar se o valor deveria ter sido divulgado.
Além disso, no fim de semana, o Sunday Times informou que Farage não teria declarado benefícios fornecidos por George Cottrell, aliado político que foi condenado por fraude e cumpriu pena nos Estados Unidos. Segundo o jornal, Cottrell teria disponibilizado funcionários de redes sociais para trabalhar com Farage e oferecido o uso de uma propriedade alugada por ele perto do Palácio de Buckingham. Farage afirma ter seguido todas as regras e indicou que uma nova investigação foi aberta após a reportagem.
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