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Inadimplência segue em patamar recorde e atinge 4,7%, mostra BC

Taxa ficou estável em junho, mas permanece no maior nível da série histórica iniciada em 2011, segundo relatório

Inadimplência segue em patamar recorde e atinge 4,7%
Inadimplência segue em patamar recorde e atinge 4,7%. | Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O número de brasileiros e empresas com parcelas de empréstimos e financiamentos em atraso continua no maior nível já registrado pelo Banco Central (BC). Em junho, a taxa de inadimplência ficou em 4,7%, repetindo o resultado de maio e permanecendo no recorde da série histórica, iniciada em 2011.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo BC e mostram que, embora o índice tenha ficado estável no último mês, ele aumentou 1 ponto percentual em comparação com junho do ano passado.

O número de brasileiros e empresas com parcelas de empréstimos e financiamentos em atraso continua no maior nível já registrado pelo Banco Central (BC). Em junho, a taxa de inadimplência ficou em 4,7%, repetindo o resultado de maio e permanecendo no recorde da série histórica, iniciada em 2011.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo BC e mostram que, embora o índice tenha ficado estável no último mês, ele aumentou 1 ponto percentual em comparação com junho do ano passado.

Entre pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 5,6%, enquanto entre as empresas ficou em 3,2%. Na comparação com um ano antes, os atrasos cresceram em ambos os grupos, especialmente entre as pessoas físicas.

Além da dificuldade para manter as contas em dia, o crédito continua caro. A taxa média de juros dos novos empréstimos chegou a 33,4% ao ano em junho. Nas linhas em que bancos definem livremente as condições do financiamento, os juros médios ficaram ainda mais altos, em 49,8% ao ano, chegando a 64% ao ano para pessoas físicas.

Apesar desse cenário, os brasileiros continuaram recorrendo ao crédito. O volume total de empréstimos e financiamentos no país chegou a R$ 7,4 trilhões em junho, com crescimento de 0,7% no mês e de 9,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Os dados também mostram que o endividamento das famílias ficou praticamente estável em maio, passando de 49,9% para 49,8% da renda acumulada nos últimos 12 meses. Já a parcela da renda comprometida com o pagamento de dívidas subiu para 28,5%, indicando que uma fatia maior do orçamento continua sendo destinada às prestações e financiamentos.

+ Governo prorroga Desenrola 2.0 até 31 de agosto; entenda

No mesmo mês, foi lançado o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas implementado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O programa permite que devedores inadimplentes que ganham até cinco salários mínimos renegociem suas dívidas. Dados do governo mostram que mais de 3,6 milhões de contratos de dívida foram renegociados até o momento, reduzindo o valor original das obrigações de R$22 bilhões para R$4 bilhões.

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