O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu prorrogar até 31 de agosto o prazo para adesão ao Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas voltado às famílias brasileiras. O encerramento estava previsto para o dia 3 de agosto, mas foi adiado por decisão do ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Segundo Durigan, a prorrogação permitirá que mais pessoas regularizem pendências financeiras antes de demonstrar interesse nos programas de financiamento de carros e motos, como o Move Brasil, lançado na segunda-feira (27).
“Esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tendo de acessar os programas de moto, carro, para trocar a sua moto, o seu carro, possam resolver eventuais pendências previamente, que é usar o Desenrola, para depois se enquadrar nas condições para as operações de carro e moto e também poderem fazer jus a essas obrigações”, afirmou o ministro à imprensa.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a extensão do prazo será formalizada até esta sexta-feira (31). O governo também informou que a medida não exigirá novos aportes ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) e não terá impacto fiscal.
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Ainda segundo Durigan, pouco mais de 9 milhões de famílias já foram beneficiadas pelo Desenrola. Desse total, mais de 1,6 milhão estão pagando de forma parcelada.
Como funciona o Novo Desenrola Brasil
Coordenado pelo Ministério da Fazenda e lançado em maio, o Novo Desenrola Brasil – Famílias permite a renegociação de dívidas em atraso de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e dois anos.
Podem participar pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e que tenham dívidas elegíveis. O programa oferece descontos de até 90%, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, parcelamento em até 48 meses e possibilidade de utilizar parte do saldo do FGTS para amortização ou quitação dos débitos.
O objetivo é reduzir a inadimplência e facilitar a recuperação financeira das famílias brasileiras. A renegociação deve ser feita diretamente pelos canais oficiais da instituição financeira onde a dívida foi contratada, que informará as condições disponíveis para o acordo.
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