20 de abr 2025
Fotógrafo de Gaza retrata a tragédia diária em meio à guerra e à escassez de recursos
Fotógrafo em Gaza narra a dura realidade de viver sob bombardeios, escassez de alimentos e a perda de colegas jornalistas em meio ao conflito.
Mahmud (nome fictício), jornalista palestino, trabalha entre as ruínas do norte de Gaza, em abril de 2025 (Foto: Cedida)
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Fotógrafo relata o cotidiano de horror em Gaza, com escassez e mortes de colegas
Em meio ao conflito em Gaza, o fotoperiodista Mahmud documenta a devastação diária, registrando cenas de corpos, crianças em choque e deslocados. Ele relata a dificuldade de viver e trabalhar na região, onde a ajuda humanitária está interrompida desde março de 2023.
Mahmud, que prefere não revelar seu nome completo por segurança, descreve a realidade como um "filme de horror em loop". Ele testemunha a destruição de seu bairro e se sente sobrecarregado pela situação. A entrevista é feita por mensagens, fotos e vídeos, revelando a precariedade da comunicação na região.
Escassez de alimentos e fechamento de panificadoras
O fotógrafo, que vive com sua família em Yabalia, no norte de Gaza, retornou à sua casa destruída após um período de deslocamento. A moradia improvisada, sem paredes ou janelas, é considerada uma melhora em relação a uma barraca. A escassez de alimentos é alarmante, com todas as panificadoras fechadas devido à falta de farinha e combustível desde o dia 2 de março.
Condições de vida precárias e desafios para o trabalho
A vida em Gaza se tornou "terrivelmente primitiva", com dificuldades para obter água potável e energia elétrica. Mahmud utiliza energia solar para carregar seus equipamentos e, muitas vezes, precisa usar carroças puxadas por burros para se locomover. A falta de recursos e a instabilidade afetam sua saúde mental e física.
Ataques a jornalistas e a busca por visibilidade
Mahmud expressa sua preocupação com a segurança dos jornalistas, após a morte de colegas em ataques israelenses. Ele ressalta que os profissionais da imprensa são alvos, e não combatentes. A falta de acesso de jornalistas estrangeiros à região impede que o mundo tenha uma visão completa da situação, colocando uma carga perigosa sobre os repórteres locais.
Trabalho em meio ao luto e à destruição
Recentemente, Mahmud registrou imagens de vítimas de um bombardeio em um hospital, incluindo crianças. Ele descreve a tristeza e o peso emocional de testemunhar tanto sofrimento. Apesar das dificuldades, ele continua a documentar a realidade de Gaza, na esperança de que o mundo conheça a verdade sobre o que está acontecendo.
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