- Brasil lidera a expansão de data centers na América Latina, com cerca de 40% dos novos investimentos no setor.
- O Brasil registrou crescimento de 628% no número de data centers entre 2013 e 2023, segundo estudo da JLL.
- Atualmente o país soma 135 instalações, a maioria em São Paulo, seguido pelo México (50) e Chile (49).
- Altos consumos de energia e água são apontados como principais impactos, com centros consumindo grandes redes de energia e muita água potável para refrigeração.
- O nearshoring no México impulsiona investimentos na região, já influenciando a criação de infraestrutura de fibra e conectividade.
O Brasil lidera a expansão de data centers na América Latina, respondendo por cerca de 40% dos novos investimentos. O aumento acompanha a demanda impulsionada pela IA e pelos serviços de nuvem, com grandes nomes como Google, Microsoft e Amazon ampliando operações.
Entre 2013 e 2023, o número de centros cresceu 628% no Brasil, segundo o Brazil Data Center Report. Atualmente são 135 instalações no país, a maioria em São Paulo. O México soma 50 centros e o Chile, 49, completando o cenário regional.
Perspectivas regionais
O México ganha espaço pela proximidade com os EUA, favorecendo o nearshoring. A Amazon anunciou investimentos de US$ 5 bilhões no país, fortalecendo o papel regional. Analistas apontam que esse movimento pode reduzir riscos em cadeias de fornecimento.
Estudos regionais destacam que, embora atrativos, os data centers consomem grande energia. A matriz elétrica brasileira tem alta participação de fontes renováveis, o que reduz, mas não elimina, o impacto ambiental. A gestão eficiente de energia é considerada crucial.
Impactos ambientais e hídricos
Relatórios apontam consumo expressivo de água para resfriamento de equipamentos. Em 2023, o Google registrou elevação de 17% no uso de água em seus espaços, em parte pelas operações de IA. Desperdícios e evaporação são apontados como preocupações comuns.
Especialistas ressaltam que muitos centros empregam mão de obra local de forma limitada, com funções altamente técnicas. Mesmo assim, a presença de data centers pode estimular conectividade e melhorias na infraestrutura de fibra óptica na região.
Desafios de longo prazo
O aumento de emissões por grandes empresas de tecnologia preocupa investidores e reguladores. Emissões globais de parceiros como Google cresceram substancialmente desde 2019, com impactos diretos em metas de neutralidade de carbono. A adoção de práticas de refrigeração mais eficientes passa a ser prioridade.
Por fim, especialistas observam que o potencial de benefícios sociais ainda depende de políticas públicas que conectem infraestrutura de dados a desenvolvimento regional, formação de mão de obra e uso responsável de recursos.
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