- Taxistas em Kandahar, Afeganistão, estão fabricando resfriadores de ar artesanais para enfrentar temperaturas que frequentemente superam 40°C.
- Os sistemas de ar-condicionado dos veículos costumam falhar, levando os motoristas a buscar alternativas.
- Os resfriadores são feitos com barris e tubos de exaustão, e um taxista afirmou que seu dispositivo “funciona melhor que o ar-condicionado embutido”.
- A seca severa no país está afetando a agricultura e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura alertou sobre a devastação das colheitas.
- Desde a tomada do Talibã em agosto de 2021, o Afeganistão ficou excluído das negociações climáticas da ONU, aumentando os desafios enfrentados pelo país.
Em Kandahar, Afeganistão, taxistas estão criando resfriadores de ar artesanais para enfrentar o calor intenso, que frequentemente supera os 40°C. Com os sistemas de ar-condicionado dos veículos frequentemente quebrados, os motoristas buscam soluções criativas para melhorar o conforto dos passageiros.
Os resfriadores, feitos com barris e tubos de exaustão, são uma alternativa viável. O taxista Abdul Bari afirmou que seu dispositivo “funciona melhor que o ar-condicionado embutido”, pois distribui o ar por todo o carro. A instalação do equipamento é feita com fita adesiva e requer reabastecimento de água duas vezes ao dia. “Mas funciona bem para mim”, completou.
A situação climática no Afeganistão é alarmante. O país enfrenta uma grave crise humanitária e uma seca severa que afeta a agricultura. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura alertou que a seca está devastando colheitas e meios de subsistência rurais. O governo local prevê que as temperaturas continuarão a subir nas próximas semanas.
Gul Mohammad, outro taxista, relatou que começou a usar esses resfriadores há alguns anos, quando as temperaturas começaram a ficar “extremamente quentes”. Ele investiu 3.000 afghanis (aproximadamente 43 dólares) na construção de seu cooler. Os passageiros também elogiam a inovação. Norullah, um jovem de 19 anos, mencionou que, sem o cooler, a situação se torna insuportável, a ponto de precisar de tratamento médico para problemas relacionados ao calor.
Desde a tomada do Talibã em agosto de 2021, o Afeganistão ficou excluído das negociações climáticas da ONU, o que agrava ainda mais os desafios enfrentados pelo país, um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas.
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