- A obesidade afeta uma em cada oito pessoas no mundo.
- Pesquisa publicada na revista *Proceedings of the National Academy of Sciences* aponta que o consumo de alimentos ultraprocessados é mais relevante para a obesidade do que o sedentarismo.
- Estima-se que 90% do problema esteja relacionado à alimentação.
- O estudo analisou dados de mais de quatro mil adultos de diferentes continentes e concluiu que alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura, são os principais responsáveis pelo aumento da obesidade.
- A pesquisa sugere que a solução para a epidemia de obesidade é a redução do consumo desses produtos.
A obesidade se tornou uma preocupação global, afetando uma em cada oito pessoas no mundo. Uma nova pesquisa publicada na revista *Proceedings of the National Academy of Sciences* revela que o consumo de alimentos ultraprocessados tem um impacto mais significativo na obesidade do que o sedentarismo, com 90% do problema relacionado à alimentação.
Os pesquisadores analisaram dados de mais de 4 mil adultos de diferentes continentes, considerando estilos de vida e dietas variadas. O estudo concluiu que a alimentação rica em ultraprocessados, que incluem produtos industrializados com altos níveis de açúcar, gordura e aditivos, é a principal responsável pelo aumento da obesidade. Os autores destacam que o processamento dos alimentos pode aumentar a quantidade de calorias absorvidas pelo corpo.
Além disso, o estudo identificou que o gasto energético está associado a apenas 10% do aumento da obesidade em países desenvolvidos. Isso sugere que, mesmo com ajustes no tamanho corporal, as pessoas nesses locais tendem a gastar menos energia. Os pesquisadores enfatizam que a solução para a epidemia de obesidade está na redução do consumo de ultraprocessados.
Os alimentos ultraprocessados são caracterizados por passarem por múltiplos processos de produção e geralmente contêm cinco ou mais ingredientes. Segundo o “Guia alimentar para a população brasileira”, esses produtos são pobres nutricionalmente e ricos em calorias, o que reforça a recomendação de evitar seu consumo.
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