- O deputado federal Eduardo Bolsonaro fez declarações ofensivas à Polícia Federal e ao ministro Alexandre de Moraes durante uma live.
- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou as falas como uma “covarde tentativa de intimidação”.
- Eduardo está sob investigação por obstrução de Justiça relacionada a seu pai, Jair Bolsonaro, que enfrenta medidas cautelares.
- Ele desafiou o delegado Fábio Schor e afirmou que não renunciará ao cargo de deputado, considerando a perseguição da PF uma honra.
- As declarações de Eduardo serão incluídas no inquérito do Supremo Tribunal Federal, que investiga crimes de coação e obstrução.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez declarações polêmicas durante uma live, atacando a Polícia Federal (PF) e o ministro Alexandre de Moraes, que foram consideradas pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, como uma “covarde tentativa de intimidação”. As declarações ocorreram em um momento crítico, já que Eduardo está sob investigação por obstrução de Justiça relacionada a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na transmissão, Eduardo desafiou o delegado Fábio Schor, responsável por inquéritos contra Jair, e afirmou que não se preocupa com as investigações que o envolvem. Ele também mencionou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra ele na PF, destacando que ser perseguido pela corporação é uma honra. O deputado, que está nos Estados Unidos desde março, reafirmou que não renunciará ao cargo de deputado e que está articulando sanções contra Moraes.
Rodrigues anunciou que as declarações de Eduardo serão incluídas no inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga possíveis crimes de coação e obstrução. O diretor da PF enfatizou que “nenhum investigado intimidará a Polícia Federal”, reforçando a importância da integridade das investigações.
Eduardo também se referiu a Moraes como “psicopata” e “gangster”, desafiando-o diretamente. Ele se posicionou como parte de um grupo que não recuará diante das ameaças, insinuando que há uma mobilização maior em sua defesa. A situação se agrava com as investigações que envolvem Jair Bolsonaro, que enfrenta medidas cautelares e restrições impostas por Moraes, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de comunicação com diplomatas.
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