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STF inicia interrogatório de réus envolvidos na tentativa de golpe golpista

STF inicia hoje os interrogatórios dos réus da tentativa de golpe de Estado, com expectativa de julgamento ainda em 2025.

Entrada do STF (Foto: Mateus Coutinho/UOL)
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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia hoje os interrogatórios dos réus dos núcleos 2 e 4, relacionados à tentativa de golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro.
  • Treze pessoas serão ouvidas, incluindo Filipe Martins, ex-assessor internacional, e Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
  • Os réus enfrentam acusações de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
  • Martins é acusado de elaborar uma minuta de golpe, enquanto Vasques teria ordenado blitzes para dificultar o acesso ao voto no segundo turno das eleições.
  • O julgamento deve ser concluído ainda este ano, após a fase de interrogatórios e alegações finais das partes.

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia hoje os interrogatórios dos réus dos núcleos 2 e 4, envolvidos na tentativa de golpe de Estado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao todo, 13 pessoas serão ouvidas, incluindo Filipe Martins, ex-assessor internacional de Bolsonaro, e Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os depoimentos começam às 9h e a expectativa é que o julgamento seja concluído ainda este ano.

Os réus são acusados de crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Martins é apontado como responsável pela redação de uma minuta de golpe, enquanto Vasques é acusado de ordenar blitzes no dia do segundo turno das eleições, visando dificultar o acesso de eleitores ao voto. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, programou os interrogatórios logo após as audiências das testemunhas.

Acusações e Consequências

Os réus enfrentam sérias acusações, incluindo a elaboração do plano Punhal Verde Amarelo, que previa ações violentas contra o STF. Em caso de condenação, as penas podem somar até 46 anos de prisão. Durante os interrogatórios, os réus têm o direito de permanecer em silêncio, mas também podem se defender e rebater as acusações.

Após essa fase, haverá um período para que as defesas solicitem novas diligências. Em seguida, cada parte apresentará suas alegações finais antes que o STF defina a data do julgamento. O Núcleo 3, que inclui militares e um policial federal, será ouvido na próxima segunda-feira. A investigação continua a revelar detalhes sobre as tentativas de desestabilização do processo democrático no Brasil.

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