- Estudo citado pela Ouest-France aponta que pessoas nascidas nas décadas de 1960 e 1970 desenvolveram habilidades mentais cada vez mais raras na atualidade.
- Fatores incluídos: estilo de vida sem telas, maior exigência e responsabilidades assumidas mais cedo.
- Habilidades listadas: paciência, regulação emocional, contentamento com o que se tem, autoconfiança, tolerância ao desconforto e resolução prática de problemas.
- Uma meta-análise de 2020 associa a autorregulação na infância a melhor desempenho acadêmico, saúde mental e comportamentos mais saudáveis na vida adulta.
- Não se trata de romantizar as décadas; a ideia é mostrar que o estilo de vida de então também pode trazer aprendizados úteis.
Pessoas nascidas nas décadas de 1960 e 1970 teriam desenvolvido um conjunto de habilidades mentais que hoje seriam cada vez mais raras, segundo uma pesquisa publicada pelo jornal Ouest-France. O artigo teve repercussão no portal Infobae. Fatores histórico-culturais são apontados como determinantes, entre eles o estilo de vida menos tecnológico e uma demanda maior por responsabilidades precoces.
Segundo o estudo, a ausência quase completa de telas e a necessidade de resolver questões por conta própria contribuíram para o desenvolvimento de competências como paciência e autonomia. A autorregulação emocional aparece entre as habilidades destacadas pelos psicólogos, associada a bem-estar e menos ansiedade na juventude.
Paciência aparece como primeira habilidade listada: a circulação de informações era mais lenta, o que ensinava a esperar e favorecia decisões mais seguras. A capacidade de regular as emoções é citada como resultado de lógica predominante na educação da época.
Outras habilidades mencionadas incluem satisfação com o que se tem, credibilidade na própria capacidade e tolerância ao desconforto. A resistência emocional seria fortalecida pela espera e pela necessidade de lidar com limites reais.
A prática de resolver problemas com independência também entra na lista. Consertar objetos, ler mapas e improvisar eram comuns sem depender de soluções prontas. Esse tipo de resolução reforçaria a confiança na própria habilidade.
A expectativa de recompensa futura é citada como ferramenta de autocontrole. A paciência, associada à redução de impulsividade, seria favorecida pela busca de metas a longo prazo.
Maior capacidade de concentração é apontada como resultado de atividades demoradas, como leitura extensa, escrita de cartas ou audição de álbuns completos. O ritmo atual, mais rápido, seria um desafio para manter o foco intenso.
A gestão direta de conflitos encerra a relação entre comunicação presencial, leitura de linguagem corporal e escuta ativa. A prática ajudaria a expressar ideias de forma eficaz sem recorrer a soluções rápidas.
Podem surgir ressalvas sobre romantizar décadas passadas. No entanto, o estudo indica que o progresso tecnológico nem sempre implica maior força pessoal, mostrando valor em estilos de vida anteriores.
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