- Isabel Veloso, de 19 anos, foi submetida a um transplante de medula óssea em 24 de outubro de 2025 e está internada na UTI do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, desde 4 de dezembro.
- Ela foi diagnosticada com a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH), complicação que pode ocorrer após transplante de medula óssea.
- O pai da jovem foi o doador no transplante realizado em outubro de 2025, como parte do tratamento contra o Linfoma de Hodgkin que ela enfrenta desde os 15 anos.
- DECH ocorre quando linfócitos do doador atacam as células do receptor, podendo se manifestar na pele, olhos, boca, genitais e outros órgãos, com fases aguda ou crônica.
- Estudos da Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale) indicam que cerca de dois terços dos pacientes que realizam transplante de medula voltam ao hospital com complicações, destacando a necessidade de acompanhamento a longo prazo.
Isabel Veloso, influenciadora de 19 anos, está internada na UTI do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba (PR), desde 4 de dezembro. Ela foi submetida a um transplante de medula óssea em 24 de outubro de 2025, como parte do tratamento de um Linfoma de Hodgkin diagnosticado aos 15 anos. A família relata enfrentamento de incertezas médicas e impactos emocionais.
O pai, Joelson Veloso, informou que a jovem recebeu o transplante com o objetivo de combater o câncer. Ele também comunicou que Isabel apresenta sintomas relacionados à Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH) e que a família aguarda orientações médicas sobre o curso do tratamento. A situação envolve decisões sobre manejo clínico e possíveis respostas aos medicamentos.
Nesta evolução do caso, médicos explicam que a DECH ocorre quando linfócitos do doador atacam os tecidos do paciente após um transplante alogênico. O fenômeno pode surgir dias ou meses após o procedimento e pode afetar pele, mucosas, fígado, olhos e outros órgãos.
O que é a DECH
A DECH é uma reação imune causada por células doadas que reconhecem o receptor como estranho. A incidência varia conforme o tipo de transplante, sendo menor em doadores aparentados e maior em doadores não aparentados. Os períodos de aparecimento variam entre o primeiro mês e meses após o transplante.
Sinais, tratamento e evolução
Entre os sinais estão olhos ressecados, irritação, lesões na boca, alterações na pele e queda de cabelo. Em casos graves, há alterações hepáticas, respiratórias e gastrointestinais. O tratamento envolve corticosteroides e inibidores de calcineurina; em quadro grave, pode haver uso de ruxolitinibe, terapias fotodinâmicas e pulso de corticoides.
Frequência e acompanhamento
Estudos apontam que 66% dos pacientes submetidos a transplante de medula óssea voltaram ao hospital com complicações ao longo do acompanhamento. Cerca de 29% desenvolveram DECH seis meses após o TMO, destacando a necessidade de vigilância a longo prazo. A pesquisa envolveu 94 pacientes onco-hematológicos.
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