- nova fase ARPA Comunidades foca em comunidades tradicionais dentro de reservas de uso sustentável, abrangendo 60 unidades e 23,7 milhões de hectares.
- objetivo é reduzir desmatamento, melhorar o bem‑estar das comunidades e desenvolver bioeconomias locais ao longo de quinze anos, impactando cerca de 130 mil pessoas.
- pretende adicionar mais 3 milhões de hectares de áreas protegidas.
- o fundo de 120 milhões de dólares, gerido pela FUNBIO, tem apoio de parceiros como Banco Mundial, fundações e governo, para financiar energia, conectividade e cadeias de produção.
- o anúncio foi feito durante a COP30, em Belém, com foco na participação de comunidades tradicionais na gestão e proteção da Amazônia.
A ARPA, maior programa de conservação na Amazônia, anuncia uma nova fase centrada nas comunidades tradicionais que vivem dentro de reservas de uso sustentável. A iniciativa, criada em 2002, já protege 120 áreas e mais de 27 milhões de hectares, financiados majoritariamente por doações para manter áreas protegidas e mecanismos duráveis.
A aposta agora é colocar as comunidades no centro da conservação. A fase ARPA Comunidades atua em 60 reservas de uso sustentável, somando 23,7 milhões de hectares, aproximadamente o tamanho do Reino Unido. O objetivo é reduzir o desmatamento, melhorar o bem‑estar local e desenvolver bioeconomias próprias ao longo de 15 anos.
O que muda e quem está envolvido
A nova etapa envolve cerca de 130 mil pessoas que vivem nas áreas assistidas. Além de ampliar áreas protegidas em mais 3 milhões de hectares, o programa busca fortalecer organizações comunitárias e cadeias de produção de produtos florestais sustentáveis, como castanha, açaí, cacau e borracha.
O financiamento é de US$ 120 milhões, administrados pela FUNBIO, com apoio de parceiros como o Banco Mundial, a Gordon e Betty Moore Foundation, a Walmart Foundation e o Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha. O aporte visa infraestrutura energética, conectividade e caminhos de melhoria de renda para as comunidades.
Contexto e perspectivas
A iniciativa foi anunciada durante a COP30, na cidade de Belém, e representa uma evolução do modelo de financiamento público‑privado que já sustentou o ARPA. Especialistas apontam que a presença direta das comunidades pode ampliar a durabilidade socioambiental das unidades de conservação.
Pesquisadores destacam que reduzir a pobreza extrema na região pode contribuir para reduzir o desmatamento, reforçando o papel das comunidades na proteção florestal. Líderes locais, como representantes de organizações extrativistas, ressaltam a importância de consolidar a governança comunitária.
A meta é que os investimentos gerem entre US$ 95 milhões e US$ 132 milhões em receita anual e beneficiem até 100 mil pessoas, segundo projeções associadas ao programa. A implementação varia conforme cada organização e cadeia de valor, respeitando as tradições locais e o manejo sustentável dos recursos naturais.
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