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Mineração de asteroides é viável? Estudo aponta vantagens e obstáculos.

Estudo indica que mineração de asteroides carbonáceos ainda não é viável economicamente, com exceção promissora de asteróides ricos em olivina e espinélio e água como recurso

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Asteróide se aproximando da Terra.
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  • Um estudo recente avalia a viabilidade da mineração de asteroides, com foco nos asteroides carbonáceos, que representam cerca de 75% dos conhecidos.
  • Análises de meteoritos carbonáceos indicam que, embora contenham água e materiais primitivos, a concentração de metais valiosos nativos costuma ser baixa, dificultando a viabilidade econômica.
  • Existem exceções promissoras em um tipo primitivo de asteroide com faixas ricas em olivina e espinélio, que poderiam concentrar elementos úteis e tornar a extração mais eficiente.
  • Mesmo assim, qualquer plano de mineração exigiria missões espaciais dedicadas para coletar amostras no espaço e trazê-las de volta para confirmar a composição antes de investimentos maiores.
  • A água presente nesses corpos é vista como recurso estratégico, mas os desafios tecnológicos — como operar em microgravidade e processar grandes volumes de material — ainda são significativos.

Mineração de asteroides tem sido apresentada como um possível próximo salto da economia espacial. Pesquisadores avaliam recursos possíveis direto no espaço, em asteroides que orbitam próximo à Terra.

Um estudo publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society foca nos asteroides do tipo C, carbonáceos, que correspondem a cerca de 75% dos asteroides conhecidos. São remanescentes da formação do Sistema Solar.

A pesquisa, liderada pelo ICE-CSIC, analisou seis classes de condritos carbonáceos por espectrometria de massa na Universidade de Castilla-La Mancha. O objetivo foi entender sua composição química.

A coleta e a análise dessas amostras ajudam a avaliar se esses corpos poderiam, no futuro, servir como fontes de recursos. Segundo os autores, há potencial, mas ainda há limitações.

Apenas uma parte dos asteroides carbonáceos apresenta concentrações significativas de metais nobres, o que reduz a atratividade econômica de mineração in situ. Esse é um dos principais obstáculos apontados.

Ainda assim, o estudo identificou exceções promissoras: asteroides primitivos com faixas ricas em olivina e espinélio, sugerindo regiões com maior concentração de elementos úteis.

Para confirmar a viabilidade econômica, seria necessário enviar missões dedicadas para coletar amostras no espaço e trazê-las de volta para análise detalhada, antes de qualquer investimento.

Outro eixo importante é a água presente em minerais hidratados. Esse recurso poderia alimentar operações no espaço e reduzir a dependência de reabastecimentos da Terra.

Desafios técnicos permanecem, como o uso de superfícies de regolito e a operação em microgravidade, além da necessidade de grandes volumes de processamento fora da Terra.

Apesar das dificuldades, o texto reforça o interesse científico e estratégico. Recursos no espaço poderiam diminuir o uso de combustível terrestre e apoiar missões de longa duração.

Os autores destacam que a mineração de asteroides não é promessa de amanhã nem ficção; depende de mais dados, amostras e compreensão química mais precisa.

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