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Chimpanzés e gorilas entre primatas africanos mais comercializados, aponta estudo

Relatório aponta comércio internacional de primatas africanos, incluindo chimpanzés e gorilas, em mais de seis mil transações desde 2000, com apelo a ações globais

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
An eastern chimpanzee in Uganda. Image by Nik Borrow via iNaturalist (CC BY-NC 4.0)
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  • Entre 2000 e 2023, mais de seis mil primatas africanos foram traficados internacionalmente em cinquenta países.
  • chimpanzés em perigo e gorilas-do-ocidente estão entre as dez espécies mais traficadas, segundo dados da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES).
  • O comércio envolve troféus, pesquisa científica e zoológicos; o tráfico doméstico não fica registrado nesta pesquisa.
  • Foram pesquisadas 418 transações da CITES envolvendo chimpanzés, com 138 vivos; Gabão exportou mais chimps, seguido por Uganda, e Alemanha, EUA e Dinamarca foram entre os maiores importadores.
  • Em cúpula da CITES, foi reestabelecida a Great Apes Enforcement Task Force para fortalecer a fiscalização contra o tráfico de grandes símios.

Entre 2000 e 2023, mais de 6.000 primatas africanos foram movimentados internacionalmente em 50 países, aponta um novo relatório. Espécies como chimpanzés e gorilas estão entre as 10 mais comercializadas, segundo dados do CITES.

A pesquisa, realizada pela PASA, reúne informações do banco de dados do CITES, registros de apreensões da ONG TRAFFIC e outras fontes. O objetivo é mapear a escala do comércio legal e ilegal de primatas africanos.

Observa que o relatório não cobre o comércio domesticamente dentro dos países, orientado pela alimentação e usos tradicionais. Também utiliza dados de apreensões, que representam apenas parte do mercado real, sugerindo subestimar o volume total.

O que envolve o comércio de primatas

O estudo aponta que a venda legal, principalmente de babuínos, ocorre como troféu de caça e para transferências para zoos. Em contrapartida, chimpanzés e gorilas são mais usados para pesquisa científica ou envio a instituições zoológicas.

Caso específico destaca 418 transações registradas pelo CITES sobre chimpanzés, sendo 138 de indivíduos vivos. Gabão exportou mais chimps, seguido pela Uganda; na importação, destacam-se Alemanha, EUA e Dinamarca. Há indícios de comercialização de chimpanzés, mesmo com proibição internacional.

Desafios de verificação e implicações ecológicas

Desvios entre dados de origem e números reais podem ocorrer por permitas com informações incompletas ou imprecisas, segundo a authors. A pesquisadora Monique Sosnowski afirma que não implicam, necessariamente, tráfico ilegal, mas exigem apuração.

Investigação também aponta casos de discrepância, como exportação de bonobo de Iraque para os Emirados Árabes em 2023, com reexportação posterior para a Índia. Tais registros levantam dúvidas sobre a origem e o manejo de animais.

Gigantesca parte do comércio ilegal envolve prisões de primatas, com chimpanzés representando 37% das apreensões entre 2020 e 2023, seguidos por mandris. As capturas costumam visar juvenis retirados de grupos familiares.

Impactos e ações propostas

Especialistas ressaltam que tráfico envolve demanda por animais exóticos em países da Ásia, Oriente Médio, Europa e Estados Unidos. Animais traficados são mantidos em coleções privadas ou zoológicos não regulamentados, com prejuízos para a conservação.

No encontro da CITES em Uzbequistão, as partes criaram a Great Apes Enforcement Task Force, para fortalecer a fiscalização contra o tráfico de gorilas, chimpanzés, bonobos e orangotangos.

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