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Quem interrompe injeções para emagrecimento volta a engordar em menos de 2 anos

Estudo mostra que quem para de medicamentos para emagrecer reverte o peso em até 1,7 ano, quatro vezes mais rápido que programas comportamentais

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
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  • Estudo de Oxford, com 9.341 participantes, analisou 37 trabalhos sobre medicamentos para perda de peso (agentes GLP-1) e publicou na BMJ.
  • Em média, quem parou de tomar os fármacos recupera o peso perdido em 1,7 ano, mais rápido do que em programas comportamentais.
  • Durante o tratamento, a perda média foi de 8,3 kg; no primeiro ano, houve a recuperação de 4,8 kg.
  • A velocidade de retorno ao peso original foi quase quatro vezes maior após interromper os medicamentos do que com planos de dieta e atividade física.
  • Especialistas ressaltam que os fármacos ajudam na perda de peso, mas não são solução rápida e devem vir acompanhados de suporte preventivo e mudanças de longo prazo.

O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade de Oxford, revisou 37 pesquisas sobre medicamentos para perda de peso, envolvendo 9.341 participantes. O objetivo foi entender o que ocorre após interromper o tratamento com GLP-1.

Os resultados mostram que, em média, os indivíduos que pararam de usar os remédios ganham o peso perdido de volta em 1,7 ano, acima do ritmo observado em outras abordagens. A média de perda durante o tratamento foi de 8,3 kg.

A taxa de recuperação de peso após a interrupção foi de cerca de 0,4 kg por mês, segundo a análise publicada no BMJ. Em comparação, programas comportamentais tiveram desempenho diferente no tempo de reversão dos ganhos.

Resultados principais

Quem utilizou qualquer medicamento para perda de peso perdeu, em média, 8,3 kg durante o tratamento e recuperou 4,8 kg no primeiro ano. A recuperação é rápida após a interrupção, segundo o estudo.

Os autores destacam que a reversão não é falha dos fármacos, mas sugere que a obesidade é uma condição crônica e de relapso. O estudo recomenda abordagem mais ampla de manejo a longo prazo.

Implicações para prática clínica

Segundo o estudo, os fármacos podem auxiliar na redução de peso e no risco de diabetes tipo 2, mas não substituem estratégias de prevenção e estilo de vida permanentes. A continuidade do acompanhamento é enfatizada.

A pesquisa também indica que benefícios de marcadores cardio-metabólicos voltam ao nível original dentro de 1,4 ano após parar o tratamento. Isso reforça a necessidade de planos de manutenção.

Contexto e políticas de uso

Os profissionais ressaltam que o uso desses medicamentos deve ocorrer com suporte contínuo. A manutenção envolve dieta balanceada, atividades físicas e acompanhamento médico regular para manter resultados.

O NHS destacou que os remédios são ferramentas importantes, mas não solução única. A prática recomendada envolve suporte comportamental e orientações de hábitos saudáveis para sustentar a perda de peso.

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