- O asteroide 2025 MN45 tem cerca de setecentos dez metros de diâmetro e completa uma rotação em 113 segundos.
- A descoberta foi feita com as primeiras imagens do Observatório Vera Rubin, projeto LSST.
- O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.
- Entre setenta e seis asteroides com rotação medida, dezesseis são super-rápidos e três são ultra-rápidos; MN45 é o caso mais extremo.
- A maioria dos asteroides de rotação rápida observados fica próxima à Terra, e as observações do Rubin devem avançar o entendimento sobre a estrutura interna e a formação do Sistema Solar.
O asteroide 2025 MN45, com cerca de 710 metros de diâmetro, gira sobre o próprio eixo em 113 segundos. A descoberta ocorreu pelo Observatório Vera Rubin, no Chile, durante observações entre abril e maio de 2025, com a câmera LSST.
É o maior objeto observado girando tão rápido para o seu tamanho. Os dados foram apresentados na revista The Astrophysical Journal Letters e se baseiam em imagens da maior câmera digital já construída.
O Vera Rubin utiliza a LSST, com 3200 megapixels, para mapear o céu do Hemisfério Sul ao longo de uma década. Em sete noites, a equipe identificou cerca de 1900 asteroides nunca vistos antes.
Dados-chave e desdobramentos
Entre os 76 asteroides com períodos de rotação medidos, 16 apresentaram rotações super-rápidas (de 13 minutos a 2,2 horas) e 3 mostraram rotações ultra-rápidas (menos de 5 minutos).
O 2025 MN45 aparece entre os casos extremos, mas há outros exemplos próximos: 2025 MJ71 (1,9 minuto), 2025 MK41 (3,8 minutos), 2025 MV71 (13 minutos) e 2025 MG56 (16 minutos). Todos possuem centenas de metros de diâmetro.
A localização desses objetos é relevante: muitos rápidos são classificados como objetos próximos da Terra (NEOs). A proximidade facilita observação, mas não implica maior frequência nessa região do espaço.
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