Em Alta NotíciasConflitoseconomiaFutebolrelações internacionais

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fósseis de 773 mil anos no Marrocos ajudam a entender a evolução humana

Fósseis de Casablanca, Marrocos, com 773 mil anos, ajudam a esclarecer quando Homo sapiens, neandertais e denisovanos começaram a divergir

Telinha
Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Fósseis humanos encontrados em Grotte à Hominidés, no sítio Thomas Quarry I, nas proximidades de Casablanca, Marrocos, datam de cerca de 773 mil anos.
  • Restos pertencem a hominídeos que viveram quando as linhagens do Homo sapiens, neandertais e denisovanos estavam se separando.
  • A datação foi possible por magnetoestratigrafia de alta resolução, que associou os fósseis à transição Matuyama–Brunhes, ocorreu há cerca de 773 mil anos, com margem de erro aproximada de quatro mil anos.
  • O estudo, liderado pelo antropólogo Jean-Jacques Hublin, foi publicado na revista Nature e envolve parceria franco-marroquina.
  • As análises indicam que a caverna funcionava como toca de grandes carnívoros e que os hominídeos caçavam, mas também podiam ser predados por predadores da região costeira do Atlântico na época.

A descoberta de fósseis humanos na região de Casablanca, Marrocos, lança luz sobre um período crucial da evolução humana. Restos datados em cerca de 773 mil anos pertencem a hominídeos que viveram quando as linhagens que levariam ao Homo sapiens, aos neandertais e aos denisovanos começavam a se separar. Os fósseis foram encontrados na Grotte à Hominidés, no sítio Thomas Quarry I, onde equipes franco-marroquinas atuam há três décadas.

O trabalho, publicado na revista Nature, tem a liderança do antropólogo Jean-Jacques Hublin, do Collège de France e do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva. A coleta ocorreu no local, que funcionava sobretudo como toca de grandes carnívoros, segundo as análises, com marcas de mordidas de hiena em um fêmur, sugerindo uso ocasional do sítio pelos hominídeos.

O conjunto de fósseis ajuda a compreender um intervalo pouco documentado do registro africano, entre 1 milhão e 600 mil anos atrás, quando a divergência entre a linhagem ancestral do Homo sapiens e as populações que originariam neandertais e denisovanos começava a ocorrer. A datação precisa é um ponto central do estudo.

Datação precisa

Os pesquisadores usaram magnetoestratigrafia de alta resolução para situar os fósseis na transição Matuyama–Brunhes, ocorrida há cerca de 773 mil anos. A análise de 180 amostras sedimentares permitiu confirmar o nível depositado durante essa inversão magnética, com margem de erro de cerca de quatro mil anos.

Ambiente e significado

O litoral atlântico do Marrocos, na época, apresentava dunas, cavernas costeiras e áreas alagadas, com recursos abundantes para herbívoros e carnívoros. O ambiente oferecia oportunidades, mas também riscos para grupos humanos na região. Os fósseis ajudam a traçar como as populações africanas anteriores podem ter contribuído para as linhagens posteriores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais