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Ração para cães representa 1% das emissões de gases no Reino Unido, aponta estudo

Rações para cães respondem por 1% das emissões de gases do Reino Unido; úmidas, cruas e com carne geram até 65 vezes mais emissões que as secas

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Some of the highest-impact dog foods were found to be responsible for up to 65 times more emissions than the lowest.
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  • A alimentação de cães representa um por cento das emissões totais de gases de efeito estufa do Reino Unido.
  • Análise de quase mil rações comerciais mostrou que alimentos úmidos, crus e com alto teor de carne têm impacto climático bem maior que o kibble seco.
  • Emissões variam bastante entre produtos, com os de maior impacto chegando a ser até sessenta e cinco vezes maiores que os de menor impacto.
  • Em conjunto, os ingredientes das rações para cães comerciais respondem por entre dois e três por cento das emissões do sistema alimentar do Reino Unido, ou entre 0,9% e 1,3% das emissões totais do país.
  • Pesquisadores indicam que reduzir o uso de carne de primeira linha, optar por cortes menos consumidos por humanos e considerar rações à base de plantas podem reduzir impactos, mas há poucos alimentos plant-based disponíveis para teste.

Dog food corresponde a 1% das emissões de gases do efeito estufa no Reino Unido, aponta estudo que analisou quase 1.000 produtos comerciais. A pesquisa considerou ração úmida, crua e com alto teor de carne como as de maior impacto.

Os resultados mostram grandes variações entre as opções. Alimentos com maior uso de carne primária podem emitir até 65 vezes mais carbono que as opções com menor impacto.

Segundo o principal pesquisador, John Harvey, da Royal (Dick) School of Veterinary Studies, University of Edinburgh, o estudo revela que a escolha entre rações úmidas ou secas influencia significativamente a pegada de carbono. *Grain-free* e rações cruas tendem a ter emissões maiores.

Metodologia e dados

Pesquisadores das universidades de Edimburgo e Exeter utilizaram informações de ingredientes e rótulos para calcular a pegada de carbono de 1.000 rações. Produção de ingredientes representa entre 2,3% e 3,7% das emissões do sistema alimentar do Reino Unido.

A análise aponta que, se o mundo alimentasse cães como o Reino Unido faz, as emissões equivaleriam a mais da metade das emissões anuais de combustíveis de aviação em voos comerciais. O estudo também aponta que rações secas, sem foco em grãos, costumam ter menor impacto que rações úmidas, cruas ou grain-free.

Os autores destacam que o uso de cortes de carne menos procurados pela indústria humana pode reduzir as emissões. Além disso, há limitada oferta de opções plant-based para cães, o que restringe conclusões sobre esse caminho.

Recomendações e próximos passos

Para reduzir impactos sem alterar o tipo de alimento, os pesquisadores sugerem verificar a descrição dos cortes de carne no rótulo, buscando menos uso de carne prime. A equipe também recomenda maior clareza na rotulagem de ingredientes.

John Harvey ressalta que o setor de alimentação de animais deve priorizar cortes não tipicamente consumidos por humanos e melhorar a rotulagem, para que cães continuem bem alimentados com pegada ambiental menor.

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