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Anvisa aprova Leqembi, novo medicamento que retarda a progressão do Alzheimer em estágios iniciais

Indicado para comprometimento cognitivo leve e demência leve, o lecanemabe reduz placas beta-amiloides no cérebro e mostrou desacelerar o declínio cognitivo em estudo com 1.795 pacientes

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
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Imagem: Reprodução
  • A Anvisa aprovou, no fim de dezembro, o lecanemabe (Leqembi) para o tratamento do Alzheimer, indicado a pacientes com comprometimento cognitivo leve e demência leve.
  • O medicamento é um anticorpo monoclonal antiamiloide e, para ser elegível, o paciente precisa apresentar placas de proteína amiloide no cérebro.
  • Não foi anunciada a data de chegada do Leqembi ao Brasil pelas empresas Biogen e Eisai.
  • Em estudo com 1.795 pessoas, o tratamento retardou o declínio cognitivo em 18 meses, em comparação ao placebo, com benefício maior em substituto de ApoE4 em menor quantidade.
  • Os efeitos adversos mais comuns incluem ARIA-H (pequenos sangramentos) e dor de cabeça; há restrições para alguns pacientes com base em achados de imagem e histórico clínico.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no fim de dezembro um novo medicamento para o tratamento do Alzheimer. O lecanemabe, comercializado como Leqembi pelas empresas Biogen e Eisai, é indicado para pacientes com comprometimento cognitivo leve e demência leve decorrentes da doença.

O fármaco é um anticorpo monoclonal antiamiloide. Ele se liga a grandes agregados de beta-amiloide no cérebro, reduzindo a progressão da doença. A elegibilidade depende da presença de placas de amiloide no cérebro.

O Leqembi foi testado em estudo com 1.795 pessoas em estágio inicial da doença, todas com placas beta-amiloides. O objetivo foi avaliar a segurança e a eficácia ao longo de 18 meses, com comparação a placebo.

O que mudou no panorama clínico

Os resultados mostraram retardar o declínio cognitivo em relação ao placebo. A avaliação utilizou a escala CDR-SB, que mede o impacto do Alzheimer nas atividades diárias.

A Anvisa destacou que os benefícios foram mais evidentes em pacientes com apenas uma ou nenhuma cópia do gene ApoE4, com menor incidência de ARIA, uma alteração de imagem cerebral associada ao tratamento.

Aspectos de segurança e continuidade

Entre as contraindicações estão a mutação ApoE-e4, que aumenta o risco de efeitos graves, e condições na ressonância magnética pré-tratamento, como hemorragias anteriores. Também não é indicado para quem faz anticoagulação contínua.

As reações adversas mais comuns são ARIA-H (pequenos sangramentos) e dor de cabeça, além de edema cerebral. A Anvisa ressalta que a frequência dessas notificações é superior a 1 em 10 pacientes.

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