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Cloud-9, galáxia sem estrelas, intriga astrônomos

Cloud-9, sem estrelas, confirma RELHIC e halo de matéria escura de cerca de cinco bilhões de massas solares, abrindo caminho para entender a formação de galáxias

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
sta imagem mostra a localização da Nuvem-9, que fica a 14 milhões de anos-luz da Terra. A cor magenta difusa representa os dados de rádio do Very Large Array (VLA), um instrumento terrestre, que mostram a presença da nuvem.
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  • Astrônomos identificaram a Cloud-9, uma estrutura de hidrogênio sem estrelas, a cerca de 14 milhões de anos-luz da Terra, perto de Messier 94.
  • Ela é o primeiro exemplo confirmado de RELHIC (Nuvem de HI limitada pela reionização), um objeto com gás hidrogênio dominando pela gravidade da matéria escura.
  • A Cloud-9 contém aproximadamente um milhão de massas solares em hidrogênio, com núcleo de cerca de 4.900 anos-luz de diâmetro, apoiado por um halo de matéria escura de cerca de cinco bilhões de massas solares.
  • A descoberta começou com dados de rádio em 2023 pelo Telescópio FAST; observações adicionais com Green Bank e Very Large Array reforçaram a hipótese de nuvem isolada, e o Hubble não encontrou estrelas associadas em 2025.
  • O objeto serve para testar modelos de matéria escura e formação de galáxias, podendo, ao longo de bilhões de anos, formar estrelas ou manter o estado atual sem estelar.

A galáxia Cloud-9 foi identificada pelos astrônomos como um objeto cósmico inédito: reúne quase todos os componentes de uma galáxia, mas não possui estrelas. A descoberta aponta para um tipo de estrutura dominada por gás hidrogênio e matéria escura. O estudo foi publicado na The Astrophysical Journal Letters.

Localizada a cerca de 14 milhões de anos-luz da Terra, junto à galáxia Messier 94, Cloud-9 é o primeiro exemplo confirmado de RELHIC, sigla em inglês para Reionization-Limited HI Cloud. Trata-se de uma nuvem de hidrogênio neutro cuja evolução foi limitada por eventos cósmicos primordiais.

O objeto ajuda a testar modelos de formação de galáxias. Halos de matéria escura atuam como estruturas que atraem gás; quando o gás esfria, pode formar estrelas. Em Cloud-9, o halo seria suficientemente massivo para manter o gás, mas não para gerar estrelas.

Para entender a ausência de luz estelar, a equipe avaliou sinais de observações em rádio. Em 2023, o FAST, na China, detectou a nuvem por meio da radiação do hidrogênio. Observações subsequentes com o Green Bank e o VLA, nos EUA, reforçaram a hipótese de uma nuvem isolada.

Em 2025, o Hubble vasculhou a região para confirmar a ausência de população estelar. O resultado foi negativo, com apenas uma possível estrela indivídua, que pode ser apenas uma galáxia distante alinhada no campo de visão.

A grande importância da Cloud-9 está na possibilidade de estudar diretamente a matéria escura. Sem brilho estelar para ofuscar sinais, é possível inferir propriedades do halo invisível e avaliar modelos cosmológicos.

Além disso, o estudo sugere que estruturas como RELHICs existiriam, mas seriam menos numerosos que o previsto. A existência da Cloud-9 pode explicar parte da discrepância entre simulações e números observados de galáxias anãs.

O desfecho ainda é incerto. Caso acumule massa suficiente, o gás pode se comprimir e originar estrelas, transformando a nuvem em uma galáxia tradicional. Por outro lado, a matéria gasosa pode se dispersar no meio intergaláctico.

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