- Pesquisadores da Ovo Labs, em parceria com o Instituto Max Planck, mostraram que é possível reverter parcialmente um defeito ligado ao envelhecimento dos óvulos, ao aumentar a proteína Shugoshin 1.
- O estudo sugere que, ao suplementar óvulos com Shugoshin 1, a chance de defeitos cromossômicos diminui quase pela metade, indicando uma possível janela entre coleta e fertilização para “rejuvenescer” os óvulos.
- A descoberta pode, no futuro, melhorar as taxas de sucesso de fertilização in vitro, especialmente em mulheres mais velhas, onde a qualidade do óvulo é o principal fator de queda de êxito.
- O trabalho ainda está em estágio experimental e precisa de anos de testes adicionais, incluindo estudos de segurança e confirmação de ganhos reais nas taxas de IVF.
- Especialistas ouvidos pelos autores ressaltam que esperanças devem ser contidas até que haja evidências consistentes de benefício clínico, mas a pesquisa abre caminhos promissores contra a infertilidade ligada à idade.
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Pesquisadores de um laboratório importante na Alemanha apresentaram um avanço relacionado à idade das células-ovo. O estudo aponta que é possível reverter um defeito comum em óvulos conforme envelhecem, o que poderia ajudar pacientes que passam por tratamentos de reprodução assistida.
O trabalho foi apresentado nesta semana na conferência Britânica de Fertilidade, em Edimburgo. A pesquisa envolve a proteína Shugoshin 1, responsável pela união dos cromossomos, que fica mais rara em óvulos mais velhos.
O que mudou
O grupo liderado pela professora Melina Schuh, do Max Planck Institute, com cooperação da Ovo Labs, demonstrou que suplementar óvulos com Shugoshin 1 reduz quase pela metade a incidência de defeitos cromossômicos. O resultado é experimental, ainda sem aplicação clínica.
Quem está envolvido
Entre os pesquisadores estão a co-CEO da Ovo Labs, Agata Zielinska, e a bióloga Güneş Taylor, da Universidade de Edimburgo. Os trabalhos destacam o potencial de uma intervenção entre a coleta dos óvulos e a fertilização.
Quando e onde ocorreu
Os resultados foram apresentados nesta semana em Edimburgo, durante a conferência britânica de fertilidade. O estudo ainda está em estágio experimental e precisa de anos de testes adicionais.
Por quê e próximos passos
Especialistas ressaltam que a técnica precisa provar segurança e eficácia em ensaios clínicos. A promessa é reduzir o tempo para concepção bem-sucedida em tratamentos de fertilização in vitro. A equipe não definiu prazos para adoção clínica.
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