- Pesquisadores da Alemanha, do Instituto Max Planck, afirmam ter rejuvenescido óvulos humanos com a injeção da proteína Shugoshin 1, reduzindo falhas cromossômicas; entre mulheres com mais de 35 anos, defeitos caíram de 65% para 44% após o tratamento, mas o resultado não é estatisticamente conclusivo ainda.
- A técnica não pretende ampliar a fertilidade além da menopausa, mas pode beneficiar pacientes que continuam produzindo óvulos de baixa qualidade.
- O foco é corrigir problemas na meiose, quando os cromossomos podem se desalinhar, levando a embriões com número incorreto de cromossomos.
- Dados do Reino Unido indicam que a taxa média de nascimento por embrião implantado cai de 35% em mulheres abaixo de 35 anos para 5% entre 43 e 44 anos.
- O estudo ainda está em estágio inicial e não estabelece confirmação definitiva sobre a eficácia em cenários clínicos amplos.
Cientistas alemães anunciaram, nesta semana, uma técnica de rejuvenescimento de óvulos humanos que pode aumentar as taxas de fertilização in vitro em mulheres acima de 35 anos. O estudo mostra que aplicar uma proteína cura parte dos defeitos genéticos relacionados à idade. A pesquisa ocorreu no Instituto Max Planck, na Alemanha.
A intervenção envolve microinjeções da proteína Shugoshin 1, que atua como uma espécie de cola genética durante a meiose. Óvulos tratados apresentaram redução de defeitos cromossômicos em comparação aos não tratados. Entre mulheres acima de 35, a incidência de falhas genéticas caiu de 65% para 44%.
Dados globais apontam que a queda na qualidade dos óvulos é o principal limiting factor da FIV. No Reino Unido, por exemplo, a taxa de nascimento por embrião implantado cai de 35% para 5% entre mulheres de 43 a 44 anos, evidenciando o impacto da idade.
O objetivo da técnica não é permitir gravidez após a menopausa, mas melhorar a qualidade de óvulos ainda disponíveis. Os pesquisadores ressaltam que o achado precisa de validação estatística adicional e de estudos em maior escala.
Quem participou do estudo envolve o Instituto Max Planck e equipes associadas. Outros detalhes sobre o desenho experimental, sample, e replicação ainda não foram divulgados de forma ampla. A comunidade científica acompanha com cautela os próximos passos.
As implicações práticas dependem de confirmação de resultados e de avaliações de segurança. A pesquisa avança nos fundamentos da meiose, com foco em reduzir erros cromossômicos que comprometem a viabilidade embrionária.
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