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Aglomerado galáctico primitivo pode reescrever modelos cosmológicos

Aglomerado jovem de galáxias, mais quente que muitos maduros, desafia modelos cosmológicos ao sugerir formação acelerada já nos primórdios do Universo

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Representação artística de um aglomerado de galáxias em formação no início do Universo: jatos de rádio de galáxias ativas estão imersos em uma atmosfera quente intraclusteral (vermelha), ilustrando um grande reservatório térmico de gás no aglomerado nascente.
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  • Em 1,4 bilhões de anos após o Big Bang, foi revelado o SPT2349-56, um aglomerado de galáxias nascente considerado o mais distante e jovem já identificado.
  • Observação realizada em 2018 por 66 radiotelescópios do ALMA, no norte do Chile, revelou mais de 30 galáxias centrais em uma região de cerca de 500 mil anos-luz, com gás extremamente aquecido.
  • A formação de estrelas ocorria a um ritmo cerca de cinco mil vezes maior que o da Via Láctea, e o aglomerado já apresentava calor e energia superiores aos de muitos aglomerados atuais.
  • Em menos de 12 bilhões de anos, a temperatura do meio intracluster não era prevista por modelos; as estimativas indicavam temperaturas cinco a dez vezes menores do que as observadas.
  • Pelo menos três das galáxias tinham núcleos ativos com buracos negros supermassivos, contribuindo com energia significativa, o que pode explicar o aquecimento anômalo; ainda há dúvidas sobre como isso aconteceu em um sistema tão jovem.

Um aglomerado de galáxias que existia há cerca de 12 bilhões de anos foi identificado como o mais distante e jovem já observado. Chamado SPT2349-56, ele era excepcionalmente quente e ativo, desafiando modelos cosmológicos sobre a formação de estruturas no early universe. A descoberta foi anunciada recentemente pela equipe internacional que utilizou o ALMA, no Chile.

A observação revelou mais de 30 galáxias em uma região de cerca de 500 mil anos-luz, com atmosfera interna muito quente. O ritmo de formação de estrelas nesse conjunto era cerca de 5 mil vezes maior do que o observado na Via Láctea hoje, indicando uma fase de intensa atividade ainda no início do cosmos. O resultado foi publicado na revista Nature.

Contexto e implicações

Entre as galáxias do aglomerado nascente, três apresentavam núcleos ativos, com buracos negros supermassivos no centro. Esses buracos negros podem liberar grande energia e calor, contribuindo para a atmosfera quente do conjunto. Observações sugerem que essa dinâmica energética ocorre em estágios ainda precoces da evolução cósmica, o que não era previsto pelos modelos atuais.

Os cientistas destacam que a estrutura, por ser tão jovem e compacta, pode exigir revisões nas simulações que descrevem como aglomerados se formam e amadurecem. Cada novo dado sobre SPT2349-56 ajuda a entender o papel de buracos negros ativos e de intensas novas estrelas na evolução de grandes reúne de galáxias.

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