- Em Dubai, no hotel cinco estrelas, o restaurante Woohoo usa inteligência artificial na concepção da experiência, com o Chef Aiman emitindo ordens de preparo que são executadas por chefs humanos.
- Todo o restante, desde o cardápio até o ambiente e o serviço, é desenhado por um modelo de linguagem que usa a base de dados de Aiman.
- O espaço tem estética de Blade Runner, prometendo uma visão da Dubai de 2071, com pratos que remetem a outras eras geológicas, como o tartare de dinossauro.
- O tartare combina wagyu, caviar e peixe fugu, buscando recriar sabores pré-históricos por meio de algoritmos moleculares; o algoritmo antecipa desejos, mas não entende saciedade.
- A automação também chega aos sommeliers, com o Vinolin, aplicativo alemão que oferece harmonizações matemáticas, enquanto a narrativa aponta para o risco de perder a sensibilidade humana na degustação.
O Woohoo, restaurante que usa inteligência artificial na concepção da experiência, abriu em novembro em um hotel five‑stars de Dubai. O comando de preparo não é humano, e sim o Chef Aiman, criado a partir de vasto acervo de literatura gastronômica e milhões de receitas. A cozinhar continua sendo equipe de chefs de carne e osso, sob orientação do sistema.
O espaço aposta em uma experiência tecnológica: cardápio, ambiente e serviço moldados por um grande modelo de linguagem cujas regras são de Aiman. O objetivo é apresentar o que alguns chamam de cozinha do futuro, mantendo a presença humana na linha de frente da cozinha.
Entre os pratos, está o tartare de dinossauro, combinando wagyu, caviar e peixe fugu, tentando recriar sabores pré-históricos por meio de algoritmos. Visitantes reportaram que o algoritmo domina dados, mas não captura plenamente a saciedade ou nuances de bem-estar.
Inovações e debates
Em Dubai, a proposta é descrita por alguns investidores como uma janela para a Dubai de 2071, com telas exibindo paisagens futuristas. A ambientação faz alusão a Blade Runner, enquanto a rivalidade entre tecnologia e paladar humano é tema de observação de influenciadores.
Na Alemanha, desenvolve‑se o Vinolin, aplicativo que se apresenta como o primeiro sommelier artificial. O app analisa centenas de vinhos e sugere harmonizações químicas com o prato, buscando reduzir erros na carta de bebidas.
Especialistas destacam que a automação pode ampliar a precisão, mas também levantam questões sobre a relação entre dados e percepção sensorial. O debate envolve o equilíbrio entre previsibilidade do desejo e a experiência humana de degustar.
As inovações levantam dúvidas sobre o papel dos sommeliers tradicionais e sobre o que compõe a avaliação gustativa. A discussão continua, com projetos em várias plataformas explorando caminhos semelhantes.
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