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Isabel Veloso morre aos 19 anos vítima de Linfoma de Hodgkin

Isabel Veloso morre aos 19 anos por Linfoma de Hodgkin; diagnóstico em 2021, transplante de medula óssea em 2025 e intubação na UTI no final do ano

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Isabel Veloso — Foto: Reprodução/Instagram
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  • Isabel Veloso morreu aos 19 anos em decorrência de linfoma de Hodgkin neste sábado, após diagnóstico em 2021 e procedimentos como transplante de medula óssea em outubro de 2025, seguido de intubação na UTI no fim do ano.
  • Ela deixou o marido, Lucas Borbas, e o filho, Arthur, de um ano.
  • O INCA estima 3.080 casos de linfoma de Hodgkin e 12.040 de linfoma não-Hodgkin no Brasil no último ano.
  • Linfomas são classificados em Hodgkin, que afeta mais jovens, e não-Hodgkin, com maior incidência em pessoas mais velhas; os diagnósticos vêm aumentado nos últimos 25 anos.
  • O tratamento costuma combinar quimioterapia, radioterapia ou as duas; terapias alvo, imunoterapia e transplante de medula óssea também podem ser indicados conforme o caso.

Isabel Veloso, influenciadora de 19 anos, morreu neste sábado em decorrência de Linfoma de Hodgkin. A jovem estava internada desde 2021 e chegou a passar por um transplante de medula óssea em outubro de 2025. No fim do ano, precisou de suporte ventilatório na UTI. Ela deixa o marido, Lucas Borbas, e o filho, Arthur, de um ano. Lucas anunciou a perda nas redes sociais, destacando a construção de uma família marcada pela força da trajetória de Isabel.

Ao longo dos últimos anos, Isabel usou suas redes para compartilhar a rotina, seguindo o diagnóstico inicial com transparência e sem ocultar os desafios. A família confirmou o falecimento, sem detalhar novas informações médicas, apenas referindo a dor de perder alguém tão próximo da casa.

Entenda o linfoma

O linfoma é classificado em Hodgkin, mais raro e com maior incidência entre jovens de 15 a 25 anos, e não-Hodgkin, mais comum em pessoas a partir de 60 anos. No Brasil, o INCA estimou 3.080 diagnósticos de Hodgkin e 12.040 de não-Hodgkin no último ano, números que têm aumentado nas últimas décadas.

Para a especialista oncohematologista Mariana Oliveira, não há prevenção conhecida específica para o linfoma. O diagnóstico precoce é essencial para melhorar as chances de cura e orientar o tratamento, que varia conforme o subtipo. A médica ressalta que, apesar de haver potencial curativo, o acompanhamento médico é fundamental.

Sintomas e tratamento

Sinais comuns incluem aumento de linfonodos nas axilas, pescoço ou virilha, dor abdominal, perda de peso, fadiga e coceira. Em alguns casos, o linfoma pode afetar baço, fígado, medula óssea, estômago, intestino, pele ou cérebro.

Os tratamentos variam conforme o subtipo e o estágio, e costumam combinar quimioterapia, radioterapia ou as duas opções. Em alguns pacientes, terapias-alvo podem ser indicadas para atacar moléculas específicas das células cancerosas. O transplante de medula pode ser considerado em determinadas situações.

A medicina recente tem avançado com novas terapias, especialmente na terapia celular e na imunoterapia. Técnicas como o autotransplante ajudam a intensificar a quimioterapia, enquanto a imunoterapia estimula o sistema imune a reconhecer as células tumorais, com menos efeitos colaterais comuns de outras drogas.

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