- Bob Weir, membro fundador dos Grateful Dead, faleceu em dez de janeiro.
- Ao longo da vida, foi defensor ativo do meio ambiente, conectando música a causas de florestas e clima.
- Em 1988, os Grateful Dead ajudaram a realizar uma coletiva na Organização das Nações Unidas para chamar atenção ao desmatamento, com Greenpeace e outras organizações; Weir ressaltou que o tema era de sobrevivência.
- Em dois mil e doze, escreveu um artigo de opinião no The New York Times contra a abertura de milhões de acres de florestas nacionais de Montana à exploração, seguido de visitas ao Congresso e de uma participação na CNN.
- Em dois mil e dezessete, tornou-se Embaixador de Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, defendendo mudanças climáticas, energia renovável e reflorestamento.
Bob Weir, músico e membro fundador do Grateful Dead, faleceu nesta terça-feira, 10 de janeiro. A notícia marca o encerramento de uma trajetória marcada pela atuação ambiental quase tão constante quanto a carreira musical.
Ao longo de décadas, Weir integrou a defesa do meio ambiente ao seu trabalho artístico. Sua atuação incluiu campanhas públicas e participação em ações que relacionavam desmatamento, clima e sustentabilidade. Ele tratava a questão como um sistema físico sob pressão, não apenas como tema de concerto.
Nos anos 1980 e 1990, o ativismo ganhou foco com o debate sobre devastação de florestas tropicais e antigas. Em 1988, o Grateful Dead participou de uma coletiva na Organização das Nações Unidas para destacar a perda de florestas, em parceria com organizações ambientais. Weir enfatizava a gravidade do problema para o clima.
Em 1992, durante uma turnê, escreveu um artigo de opinião no The New York Times contra um projeto que ampliaria áreas florestais de Montana para exploração de madeira, mineração e rodovias. O músico classificou a medida como entrega de terras públicas e questionou a justificativa de empregos, descrevendo impactos sociais e ambientais.
Weir atuou também em atividades de lobby e participou de entrevistas públicas, incluindo uma aparição na televisão, para defender medidas contra a exploração ilegal de madeira. Defendia a aplicação rigorosa da lei e destacava a responsabilidade de instituições financeiras e do consumo na pressão sobre a floresta.
Em 2017, foi nomeado Embaixador de Boa Vonte para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Na função, debateu mudanças climáticas, energia renovável, desmatamento e uso de tecnologia para mobilização pública, ressaltando a proteção ambiental como obrigação prática.
A atuação de Weir não buscava encaminhar a música para o engajamento político, segundo suas próprias palavras. Mesmo assim, reconhecia que a visibilidade poderia direcionar a atenção pública para temas ambientais, razão pela qual decidiu atuar de forma clara e objetiva.
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