- Estados Unidos comunicaram restrições para vacinas, incluindo as contra o RSV, passando a recomendar a proteção apenas para bebês em alto risco.
- Evidências mostram queda significativa das internações de bebês com a vacinação contra RSV, mesmo com o avanço das restrições.
- Estudo recente indica eficácia de 70% para a vacinação durante a gravidez e 81% para a dose administrada ao recém-nascido na prevenção de internações.
- Especialistas alertam que restringir a vacinação pode levar a aumento de internações por RSV e a problemas de logística entre hospitais, médicos e governos locais.
- A vacinação infantil contra RSV é feita com anticorpos monoclonais e, antes das restrições, cerca de 2 a 3% dos bebês eram hospitalizados pela doença; há preocupações sobre acesso e cobertura pelos programas oficiais.
O governo dos EUA confirmou novos critérios para o uso de vacinas contra o vírus sincicial respiratório (RSV). As medidas restringem a aplicação aos bebês de alto risco, enquanto evidências apontam para forte redução de hospitalizações com as janelas atuais. A decisão foi anunciada na semana passada, em meio a mudanças mais amplas no calendário de vacinas infantis.
Análises de estudos recentes indicam queda significativa nas internações de bebês com RSV após a introdução das vacinas monoclonais usadas logo após o nascimento. Quatro pesquisas publicadas no Jama reforçam a leitura de que a proteção reduz internações em pacientes jovens, especialmente os mais vulneráveis.
Impacto da mudança de política
A restrição envolve parte do conjunto de vacinas de rotina aprovadas para crianças, sob uma revisão associada à atuação de autoridades alinhadas a RFK Jr. Questiona-se se a decisão pode ampliar falhas de acesso, principalmente em sistemas de saúde fragmentados como o dos EUA. A vacinação durante a gestação também é tema de discussão entre especialistas.
Especialistas destacam que a maioria das internações por RSV ocorre em bebês sem condições prévias, o que reforça a necessidade de uma recomendação universal. Técnicos citam risco de que a restrição reduza a disponibilidade prática da proteção, especialmente para famílias com menor acesso a serviços de saúde.
A ventania de dados mostra que a vacinação de gestantes tem eficácia de cerca de 70% na prevenção de internações, enquanto a aplicação ao nascimento atinge aproximadamente 81% de proteção. Estudos indicam benefício também na prevenção de outras infecções respiratórias de menor gravidade.
Ruptura na coordenação entre hospitais, médicos e governos locais é prevista com a nova diretriz. Profissionais apontam que mudanças na cobertura e no estoque podem gerar confusão sobre quem deve aplicar as vacinas e onde. A gestão de estoques tende a exigir ajustes rápidos.
Outras questões levantadas envolvem financiamento e acesso aos registros federais de vacinação. Embora o governo afirme que o programa Vacines for Children manterá apoio, há preocupação de que mudanças administrativas ocorram e afetem a cobertura por seguros.
Pesquisas históricas mostram que, antes da disponibilização das vacinas, 2% a 3% dos bebês no país eram internados com RSV. Especialistas ressaltam a gravidade da doença, que pode evoluir rapidamente para dificuldades respiratórias graves.
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