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Paleontologia: cinco descobertas mais instigantes de 2025

Descobertas de 2025 revelam novo pterossauro tropical, maior concentração de pegadas na Bolívia e megafauna sobrevivente no Brasil

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
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  • Mosura fentoni, um microdino do Cambriano com três olhos, foi identificado a partir de fósseis no Canadá, ajudando a entender a evolução de artrópodes marinhos.
  • Bakiribu waridza é uma nova espécie de pterossauro descoberta a partir de um bloco de vômito fossilizado, encontrado no acervo de Natal (RN) e datado de aproximadamente 110 milhões de anos.
  • Zavacephale rinpoche, paquicefalossauro da Mongólia, é o mais antigo e completo exemplar desse grupo com crânio espesso, sugerindo uso social da cabeça dura.
  • A maior concentração de pegadas de dinossauros já encontrada ocorreu em Torotoro, Bolívia, passando de cerca de 3,5 mil para 16,6 mil pegadas, com mais de dez formatos identificados.
  • Estudo brasileiro de radiocarbono aponta que a megafauna sul-americana pode ter sobrevivido até cerca de 3 mil anos atrás, ampliando a compreensão sobre extinção e possíveis influences culturais.

A Paleontologia brasileira e mundial teve avanços relevantes em 2025. Em diferentes sítios, pesquisadores encontraram vestígios que ajudam a entender a evolução de artrópodes, dinossauros e megafauna. As descobertas incluem espécies preservadas, fósseis completos e registros de pegadas excepcionais.

O terceiro olho

506 milhões de anos atrás, no Canadá, surgem pistas sobre a diversificação de artrópodes marinhos. O fóssil do Mosura fentoni mede o tamanho de um dedo e apresenta três olhos, guelras posteriores e uma cabeça com 16 segmentos. A espécie traz informações sobre o início de predadores aquáticos.

A identificação vem de 60 fósseis coletados entre 1975 e 2022 no Canadá. O achado ajuda a entender a evolução de respiratórias e sistemas sensoriais nessa fase inicial da origem dos artrópodes.

Indigestão pré-histórica

110 milhões de anos atrás, no Nordeste brasileiro, um dinossauro deixou indícios de uma refeição incompleta. Partes do que parece ser a janta, dois pterossauros, foram preservadas em um bloco soterrado de lama na Chapada do Araripe.

O material, encontrado nos anos 1980, ficou esquecido no acervo de Natal (RN). Pesquisas recentes confirmaram que se trata de uma nova espécie: Bakiribu waridza, da qual se conhece uma mandíbula longa e centenas de dentes finos para filtrar comida. É o primeiro registro do grupo nos trópicos.

Cabeça dura

108 milhões de anos atrás, no Deserto de Gobi, Mongólia, foi encontrado o fóssil mais antigo e completo de paquicefalossauros. Esses dinossauros tinham crânio grosso e arredondado, típico de cabeças usadas em combates e exibições.

A nova espécie Zavacephale rinpoche media menos de 1 metro e pesava cerca de 9 kg. O crânio espesso já está presente em estágios jovens, sugerindo uso social da estrutura desde cedo. O achado oferece pistas sobre a evolução dessa característica nas plantas que incluem flores.

A marcha dos dinos

70 milhões de anos atrás, no Parque Nacional Torotoro, Bolívia, foi descoberta a maior concentração de pegadas de dinossauros do mundo. Registros passaram de 3,5 mil a 16,6 mil pegadas, com mais de dez formatos diferentes.

Os rastros sugerem atividades variadas, incluindo terópodes bípedes carnívoros, dinossauros que nadavam ou arrastavam a cauda. A preservação ocorreu devido a um solo mineral rico em matéria orgânica em uma antiga lavra de água.

Gigantes entre nós

12 mil a 3 mil anos atrás, no Ceará e no Mato Grosso do Sul, Brasil, há registros de megafauna que persistiu além do esperado. Espécimes como mamutes e preguiças gigantes conviveram com humanos até cerca de 3 mil anos atrás, segundo estudo por datação por radiocarbono.

A pesquisa revisa a cronologia da megafauna sul-americana, sugerindo que alguns gigantes resistiram à extinção mais tempo do que se acreditava. A descoberta pode influenciar interpretações sobre culturas humanas e possíveis ligações com lendas locais, como o mapinguari.

Fontes citadas pelo estudo indicam pesquisas antecedentes sobre evoluções de artrópodes, pterossauros, dinossauros e megafauna na América do Sul e no mundo. Os avanços destacam a importância de acervos e fósseis preservados para entender eventos evolutivos e ambientais.

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