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Pessoas LGB+ no Reino Unido têm maior risco de suicídio que heterossexuais

ONS aponta que pessoas LGB+ têm 1,3x mais probabilidade de morrer que heterossexuais; suicídio é a segunda principal causa entre o grupo

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
The study found that people who identified as gay, lesbian, bisexual or ‘other’ sexual orientation had 1.3 times the risk of dying than those identifying as straight or heterosexual.
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  • ONS analisou dados de março de 2021 a novembro de 2024, a partir do censo de 2021, em Inglaterra e Gales.
  • Pessoas que se identificam como LGB+ têm 1,3 vez mais probabilidade de morrer do que pessoas heterossexuais.
  • A taxa de mortalidade por todas as causas é de 982,8 por 100 mil entre LGB+, ante 752,6 entre heterossexuais.
  • Suicídio representa 7,1% das mortes entre o segmento LGB+.
  • Entre jovens, o risco de suicídio é quase o dobro para LGB+; mortes por envenenamento por drogas são 2,8 vezes maiores e por álcool, 1,8 vezes maiores.

ONS analisa causas de morte por orientação sexual entre 2021 e 2024. A pesquisa, desenvolvida a partir do censo de 2021 na Inglaterra e no País de Gales, compara LGB+ com pessoas heterossexuais. O foco é entender diferenças de mortalidade.

Dados mostram risco 1,3 vezes maior de morte entre pessoas LGB+ em comparação com heterossexuais. A taxa de mortalidade por todas as causas foi de 982,8 por 100 mil entre LGB+, frente a 752,6 entre heterossexuais.

Entre os jovens, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre LGB+ e representa 7,1% do total. Em 16-24 anos, 45,3% das mortes entre LGB+ foram por suicídio; entre heterossexuais, esse percentual foi 26,6%.

Contexto e implicações

Ainda segundo o estudo, o risco de morte por intoxicação por drogas foi 2,8 vezes maior entre LGB+ e 1,8 vezes maior por causas relacionadas ao álcool. A análise não investiga causalidade, mas aponta áreas para atuação de profissionais de saúde.

Dr. Emma Sharland, da ONS, destacou que é a primeira vez que se comparam causas de morte por orientação entre adultos. Os dados podem orientar serviços de saúde e políticas voltadas a populações diversas.

Mark Winstanley, da organização Rethink Mental Illness, ressaltou que o suicídio entre LGB+ demanda ações públicas. O foco é ampliar apoio especializado e manter financiamento a serviços de saúde mental para esse grupo.

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