- Um ex-ministro do Meio Ambiente de Nova Gales do Sul pediu a suspensão do desmatamento planejado na Glenbog, sul da costa, após cidadãos cientistas registrarem 102 árvores que seriam tocas de greater gliders em área prevista para manejo.
- Andrew Wong, da Wilderness Australia, disse que a Forestry Corporation pode estar cometendo “fraude ecológica” se continuar as operações, alegando que as sondagens oficiais subestimam a presença de glauímetros.
- O ex-ministro afirmou que a extração de floresta nativa em NSW é insustentável, com a Forestry Corporation supostamente violando repetidamente suas próprias regras.
- Glenbog é área de grande biodiversidade, com uma característica de floresta de nuvens; a distância mínima de 50 metros a tocas conhecidas é regra, segundo normas estaduais, e a corporação afirma seguir os critérios de sondagens noturnas.
- O Ministério da Agricultura disse esperar que a Forestry Corporation realize operações de acordo com as Coastal Integrated Forestry Operations Approvals; a corporação afirma realizar sondagens noturnas conforme exigido, e os dados dos cidadãos estão sendo incorporados ao plano.
A ex-ministra ambiental do NSW, Bob Debus, pediu suspender a derrubada prevista na floresta estadual Glenbog, no sul do litoral, após cientistas cidadãos identificarem 102 árvores que abrigam o maior glídeo, espécie ameaçada. Debus afirmou que a operação de manejo de florestas nativas na região é inexequível.
A Wilderness Australia informou que os chamados “den trees” foram encontrados em levantamentos realizados nos últimos dois meses na Glenbog, área que está prevista para desmatamento nos próximos dias. A ONG acusa a Forestry Corporation de violar repetidamente normas próprias, o que poderia tornar a prática parte de seu modelo de negócios.
Segundo a ONG, se os resultados estiverem corretos, a autorização para derrubada pode ser questionada. Andrew Wong, gerente de operações da Wilderness, disse que a corporação pode ter realizado apenas levantamentos mínimos para justificar a continuidade das operações.
Controvérsia e respostas oficiais
Debus afirmou que as operações na Glenbog evidenciam a inviabilidade do manejo de florestas nativas no estado, citando frequentes violações regulatórias pela Forestry Corporation. A agência estatal afirmou que as condições de aprovação preveem buscas noturnas por glídeos, com base em diretrizes de pesquisa.
A ministra da Agricultura, Tara Moriarty, responsável pela área, declarou que a corporação deve seguir as exigências do Coastal Integrated Forestry Operations Approvals, incluindo procedimentos para detectar dens de glídeos. A Forestry Corporation informou que seus levantamentos noturnos respeitam os horários, locais e velocidade definidos, e que informações de terceiros influenciam o planejamento, com zonas de exclusão ao redor dos avistamentos.
A área abriga também wombats, protegidos por um santuário próximo. O local mantém acordo informal com a Forestry Corporation para evitar danificar tocas durante o desmate, após incidentes em 2014. O santuário informou que muitos wombats ali foram reabilitados e que a destruição de tocas não ocorrerá.
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