- A ministra de Meio Ambiente da Espanha, Sara Aagesen, enviou à promotoria uma carta alertando sobre um aumento alarmante de discurso de ódio e ataques nas redes direcionados a cientistas climáticos, meteorologistas e comunicadores de ciência.
•
- Em relatório analisado pelo ministério, foi identificado um aumento significativo na linguagem hostil praticada por plataformas digitais, incluindo a rede X (antiga Twitter).
•
- Um estudo aponta que 17,6% das mensagens hostis enviadas na X contêm discurso de ódio, ataques pessoais e denigração a profissionais que compartilham informações científicas.
•
- Aagesen destacou o papel social desses profissionais no combate à desinformação climática e disse que as autoridades estão dispostas a cooperar com a promotoria para abordar o problema.
•
- Pesquisas indicam que esse hostil comportamento influencia a percepção pública da meteorologia e pode atrapalhar o trabalho científico, com efeitos sobre a divulgação e a confiança em informações climáticas.
A ministra do Ambiente da Espanha, Sara Aagesen, comunicou aos procuradores o alarmante aumento do discurso de ódio e de ataques nas redes sociais contra cientistas climáticos, pesquisadores e meteorologistas. O alerta foi enviado em uma carta na quarta-feira, aos promotores de crimes de ódio.
Segundo a ministra, estudos do próprio ministério indicam crescimento significativo de linguagem hostil dirigida a especialistas que divulgam informações científicas verificáveis. Em um relatório, 17,6% das mensagens hostis na rede X continham ataques pessoais e desqualificação profissional.
Aagesen destacou o papel social dos profissionais na luta contra a desinformação climática e informou que levará o tema aos órgãos competentes para providências legais. Ela também pediu apoio aos procuradores para ações cabíveis.
Contexto e impactos
Um estudo sobre a atuação da Aemet, o serviço meteorológico espanhol, aponta que esse tipo de ataque prejudica a percepção pública da meteorologia e interfere no trabalho científico. A pesquisa alerta para um efeito de intimidação que prejudica a comunicação com o público.
Outro relatório de 2024 aponta que a negação da emergência climática é mais comum em X, com 49,1% de posts negacionistas e 17,6% de mensagens com conteúdo de ódio relacionado ao clima. Pesquisadores ressaltam riscos à disseminação de informações confiáveis.
Declaração de porta-voz
Rubén del Campo, porta-voz da Aemet, afirmou que a exposição de profissionais aumenta a pressão social. Ele disse que ataques que usam imagens ou dados falsos causam desconforto e podem desestimular a divulgação de pesquisas.
Observação final
Aagesen comunicou que o ministério está à disposição para apoiar as apurações conforme necessário. A rede social X foi contatada para manifestação sobre o conteúdo.
Entre na conversa da comunidade