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Mensagens conflitantes sobre vacinas contra gripe nos EUA preocupam especialistas

Com recordes de adoecimento por gripe, EUA reduzem recomendações de vacina, levantando dúvidas sobre eficácia e impacto em internações pediátricas

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
New recommendations on the flu shot are affecting vaccination rates.
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  • A temporada de gripe nos Estados Unidos está muito intensa, com recordes de adoecimento e hospitais lotados.
  • As recomendações de vacinação para gripe foram mudadas para “decisão clínica compartilhada” para crianças, enquanto o CDC diz que a decisão de vacinar é pessoal.
  • Líderes oficiais e críticos questionam a eficácia da vacina; entidades enfatizam que há evidências de benefício na prevenção de doença grave.
  • Até agora, a temporada já contabilizou cerca de 15 milhões de doenças, 180 mil internações e 7,4 mil mortes, incluindo crianças.
  • A taxa de vacinação caiu, com roughly 42–43% da população vacinada; uso de antivirais em internações também recuou nos últimos anos.

A temporada de gripe nos Estados Unidos registra crescimento recorde de casos e internações, enquanto hospitais correm para atender pacientes. Autoridades passaram a não recomendar de forma universal a vacinação contra a gripe, sinalizando mudanças na orientação sobre a efetividade da vacina.

A polémica envolve decisões do governo e críticas de especialistas. A recém-alterada orientação de vacinação infantil prevê “tomada de decisão clínica compartilhada”, em vez de recomendação automática. Organizadores de saúde destacam que a vacina ainda reduz internações e casos graves.

O debate ganhou fôlego após declarações públicas de figuras próximas ao governo de saúde. Líderes céticos à eficácia da vacina questionam evidências, em contraste com estudos oficiais que mostram benefício comprovado, especialmente na prevenção de hospitalizações entre crianças.

As autoridades de saúde ressaltam que a decisão de vacinar é individual, estimulando a consulta com médicos para avaliar riscos e benefícios. Enquanto isso, o principal vírus dominante é o H3N2, subclade que pode causar surtos mais graves, elevando a pressão sobre hospitais.

Dados da CDC apontam 15 milhões de casos de gripe neste ano, com cerca de 180 mil internações e 7,4 mil mortes, incluindo diversos menores de idade. A organização também mantém alerta para a continuidade de vacinação ainda nesta temporada.

Especialistas ouvidos destacam que a vacinação continua sendo a medida mais eficaz para reduzir casos graves, mesmo diante de variações anuais na eficácia. Profissionais de medicina ressaltam a importância de manter o uso da vacina para proteção de crianças e grupos vulneráveis.

O panorama internacional mostra que, em outros países, a vacina manteve eficácia na prevenção de hospitalizações, com variações entre crianças e adultos. Em ajustes recentes, autoridades de saúde ressaltam que a gripe pode ser extremamente severa e exigir manejo clínico adequado.

Paralelamente, taxas de vacinação caíram nos EUA: cerca de 42,5% de crianças e 43,5% de adultos receberam a dose neste ano. Históricos indicam queda de adesão após picos observados em temporadas anteriores, o que agrava a vulnerabilidade populacional.

A gripe continua a influenciar o funcionamento de serviços de saúde, com alguns sistemas exigindo uso de máscaras. Ruídos políticos e mensagens conflitantes sobre a vacinação alimentam dúvidas entre famílias e profissionais de saúde.

Não se observa mudança na ciência que sustenta a proteção contra formas graves da doença. Profissionais insistem que crianças não devem morrer por uma doença prevenível, e que a vacinação permanece recomendável para reduzir gravidade e mortes.

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