- Serão construídas cinco Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) nos estados do Piauí e do Rio Grande do Norte, com investimento de mais de R$ 2,1 milhões, beneficiando mais de 9 mil indígenas.
- É a primeira vez que estruturas de saúde indígena chegam a estados sem Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI); Ceará e Potiguara ficarão responsáveis pela organização das equipes nessas áreas.
- No Piauí, quatro UBSI serão erguidas nas aldeias Serra Grande, Canto da Várzea, Sangue e Santa Teresa; no Rio Grande do Norte, a aldeia Amarelão também receberá uma UBSI.
- As ordens de serviço serão assinadas pelo secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, em Pirpiri (PI) no dia 16, e em João Câmara (RN) no dia 20, com previsão de uso em 2026.
- O planejamento para atendimento já começou em 2024, com cadastramento das famílias, contratação de profissionais em 2025 e ações de logística e infraestrutura previstas para 2026.
O Ministério da Saúde vai construir as primeiras Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) em Piauí e Rio Grande do Norte, com investimento federal de cerca de R$ 2,1 milhões. As obras começam em 2026, em ações que expandem a atenção à saúde indígena pelo país.
As ordens de serviço serão assinadas pelo secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba. Piripiri (PI) recebe a primeira assinatura nesta sexta-feira (16); João Câmara (RN) terá a assinatura na próxima terça-feira (20). Ao todo, serão cinco UBSI.
A iniciativa atende mais de 9 mil indígenas, em estados onde ainda não havia estruturas de saúde indígena próprias. Pela primeira vez, PI e RN contam com atendimento em territórios sem DSEI, geridos pela Sesai/MS com apoio dos novos DSEI Ceará e Potiguara.
No Piauí, quatro UBSI serão erguidas em Serra Grande, Canto da Várzea, Sangue e Santa Teresa. No RN, a aldeia Amarelão também ganhará uma unidade, ampliando o mapeamento da saúde indígena no país.
Segundo o secretário Weibe Tapeba, a medida representa reparação histórica e garantia de atendimento integral, diferenciado e com foco nos povos historicamente negligenciados. A Sesai reforça o compromisso de ampliar a presença dessas estruturas em todo o território nacional.
Expansão da estratégia territorial
Dados do IBGE indicam cerca de 4,1 mil indígenas em 10 municípios do Piauí, com etnias como Tabajara e Akroá Gamela. No RN, aproximadamente 5,4 mil indígenas, entre Tapuia Paiacu e Potiguara, vivem de forma tradicional.
O planejamento para atendimento começou em 2024, com cadastramento das famílias. Em 2025, profissionais de saúde exclusivos foram contratados. Em 2026, prevêem-se ações logísticas e de infraestrutura para as novas UBSI.
Sobre a reestruturação dos DSEI
Discute-se, no GT para Reestruturação dos DSEI, a criação de novos Distritos Sanitários Especiais Indígenas. O grupo avalia territórios, população e aspectos epidemiológicos para definir critérios técnicos e operacionais.
A definição envolve delimitação territorial, estudos populacionais, avaliação de infraestrutura e disponibilidade orçamentária. A criação de cargos depende de ato normativo federal.
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