- Quase três quartos da população global vivem em países classificados como insegurança hídrica ou insegurança hídrica crítica.
- Quatro bilhões de pessoas enfrentam escassez hídrica severa por pelo menos um mês ao ano.
- Mais de cento e setenta milhões de hectares de áreas irrigadas estão sob estresse hídrico alto ou muito alto, com danos econômicos superiores a $ 300 bilhões por ano devido à degradação de terras, esgotamento de lençóis freáticos e mudanças climáticas.
- Três bilhões de pessoas e mais da metade da produção alimentar global estão em áreas com armazenamento de água instável ou em declínio, e a salinização afetou mais de cem milhões de hectares de cultivo.
- O relatório aponta que é necessária uma nova agenda mundial da água para minimizar danos, em vez de buscar retornar ao padrão anterior; porém, especialistas destacam que o crescimento populacional não é plenamente abordado.
O grupo da UNU INWEH alerta para uma crise hídrica global. A ideia de uma ruptura irreversível no abastecimento afeta bilhões de pessoas. A informação foi publicada nesta terça-feira.
O estudo aponta que muitos países vivem com insegurança hídrica ou insegurança crítica. Atende a metade da população mundial em áreas com redução de água doce, devido a extração excessiva e poluição.
A pesquisa detalha que o abastecimento já opera em estado pós-crise, com reservas em aquíferos, geleiras, solos e ecossistemas degradadas ao longo de décadas. A poluição agrava o cenário.
Mais de 170 milhões de hectares de áreas de cultivo irrigado enfrentam alta ou muito alta tensão hídrica, segundo o levantamento. Danos econômicos com degradação de terras, esgotamento de água subterrânea e mudanças climáticas ultrapassam US$ 300 bilhões por ano.
Três bilhões de pessoas e mais da metade da produção global de alimentos estão em regiões com armazenamento de água instável ou em declínio. A salinização atinge mais de 100 milhões de hectares de área cultivada.
Os autores afirmam que a atual abordagem para resolver problemas de água não funciona mais. O foco deve migrar de retornar ao normal para orientar uma nova agenda global da água.
Crítico no estudo, o professor Jonathan Paul aponta que a obra não aborda um fator-chave: o crescimento populacional elevado e desigual, que intensifica as manifestações da crise hídrica.
Contexto e próximas etapas
A entidade recomenda ações que minimizem danos a pessoas, economias e ecossistemas, com foco em gestão de reservas e redução de perdas, sem retornar aos padrões anteriores.
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