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Risco de falência do abastecimento de água coloca bilhões em risco, alerta ONU

Relatório da ONU alerta para falência hídrica global que coloca bilhões em risco; 4 bilhões enfrentam severa escassez mensal e perdas superiores a $300 bilhões/ano

Children stand nearby a dried-up hand-pump, amid serious water crisis in Kabul, Afghanistan, August 29, 2025. REUTERS/Sayed Hassib
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  • Quase três quartos da população global vivem em países classificados como insegurança hídrica ou insegurança hídrica crítica.
  • Quatro bilhões de pessoas enfrentam escassez hídrica severa por pelo menos um mês ao ano.
  • Mais de cento e setenta milhões de hectares de áreas irrigadas estão sob estresse hídrico alto ou muito alto, com danos econômicos superiores a $ 300 bilhões por ano devido à degradação de terras, esgotamento de lençóis freáticos e mudanças climáticas.
  • Três bilhões de pessoas e mais da metade da produção alimentar global estão em áreas com armazenamento de água instável ou em declínio, e a salinização afetou mais de cem milhões de hectares de cultivo.
  • O relatório aponta que é necessária uma nova agenda mundial da água para minimizar danos, em vez de buscar retornar ao padrão anterior; porém, especialistas destacam que o crescimento populacional não é plenamente abordado.

O grupo da UNU INWEH alerta para uma crise hídrica global. A ideia de uma ruptura irreversível no abastecimento afeta bilhões de pessoas. A informação foi publicada nesta terça-feira.

O estudo aponta que muitos países vivem com insegurança hídrica ou insegurança crítica. Atende a metade da população mundial em áreas com redução de água doce, devido a extração excessiva e poluição.

A pesquisa detalha que o abastecimento já opera em estado pós-crise, com reservas em aquíferos, geleiras, solos e ecossistemas degradadas ao longo de décadas. A poluição agrava o cenário.

Mais de 170 milhões de hectares de áreas de cultivo irrigado enfrentam alta ou muito alta tensão hídrica, segundo o levantamento. Danos econômicos com degradação de terras, esgotamento de água subterrânea e mudanças climáticas ultrapassam US$ 300 bilhões por ano.

Três bilhões de pessoas e mais da metade da produção global de alimentos estão em regiões com armazenamento de água instável ou em declínio. A salinização atinge mais de 100 milhões de hectares de área cultivada.

Os autores afirmam que a atual abordagem para resolver problemas de água não funciona mais. O foco deve migrar de retornar ao normal para orientar uma nova agenda global da água.

Crítico no estudo, o professor Jonathan Paul aponta que a obra não aborda um fator-chave: o crescimento populacional elevado e desigual, que intensifica as manifestações da crise hídrica.

Contexto e próximas etapas

A entidade recomenda ações que minimizem danos a pessoas, economias e ecossistemas, com foco em gestão de reservas e redução de perdas, sem retornar aos padrões anteriores.

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