- Investigadores espanhóis identificaram entalhes nas rodas de trens que passaram pela estação de Adamuz antes do descarrilamento, sugerindo fratura no trilho na região de uma solda.
- A comissão considera a hipótese de que a fratura ocorreu antes da passagem do trem da Iryo, antes do descarrilamento, e que o problema seria na região de uma solda.
- A hipótese é classificada como trabalho e precisa ser confirmada por cálculos e análises técnicas detalhadas.
- Os dois trens transportavam 480 pessoas e vinham a mais de 200 km/h; o erro humano dos maquinistas foi descartado.
- O balanço final da tragédia é de 45 mortos; investigações continuam no local.
Investigadores espanhóis trabalham para esclarecer as causas do acidente ferroviário ocorrido no sul da Espanha no último domingo. O choque envolveu dois trens de alta velocidade e deixou 45 mortos.
A investigação aponta a possibilidade de o trilho apresentar uma fratura na região de uma solda. A suspeita surgiu após a identificação de entalhes nas rodas de trens que passaram pela estação de Adamuz pouco antes do descarrilamento.
Segundo a CIAF, a Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários, a deformação no trilho e os entalhes nas rodas são compatíveis com a hipótese de falha no trilho. A análise ainda precisa ser confirmada por cálculos técnicos.
Os entalhes foram detectados no lado direito das rodas de três trens que antecederam o envolvido no acidente. O relatório indica que o último carro dos vagões da empresa italiana Iryo foi o que descarrilou, em meio a um choque com outro trem.
O conjunto de trens transportava 480 pessoas e circulava a mais de 200 km/h, dentro do limite permitido para o trecho. A hipótese de erro humano dos maquinistas foi descartada, segundo a comissão.
As investigações seguem no local do acidente, com análises técnicas em curso para confirmar se a fratura ocorreu antes da passagem do trem envolvido no choque. O balanço final permanece de 45 mortos.
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