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Patagônia reacende debate sobre agências ambientais argentinas subfinanciadas

Incêndios na Patagônia reavivam debate sobre subfinanciamento de órgãos ambientais, com milhares evacuados e risco ao Parque Nacional Los Alerces

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  • Incêndios na Patagônia argentina avançam desde o início do ano, atingindo áreas de florestas no sul de Chubut e no Parque Nacional Los Alerces.
  • Em cinco de janeiro, fogo atingiu a parte sul do parque entre os lagos Rivadavia, Futalaufquen e Menéndez; outro foco ocorreu no norte.
  • As primeiras estimativas apontaram doze mil hectares queimados, com números que chegaram a vinte e um mil hectares; cerca de três mil pessoas foram evacuadas.
  • Organizações ambientais, incluindo a Greenpeace Argentina, destacam cortes de orçamento e falta de prevenção, bombeiros e infraestrutura como fatores que agravam a situação.
  • Autoridades locais discutem coordenação e reforço de recursos, em meio a críticas sobre cortes orçamentários para serviços ambientais sob a gestão do presidente Javier Milei.

Os incêndios continuam a avançar pela Patagônia argentina desde o início do ano, colocando em risco parte de um dos mais antigos ecossistemas do planeta. Dois grandes focos surgiram em janeiro no sul da província de Chubut, próximos ao Parque Nacional Los Alerces, patrimônio da UNESCO e casa de árvores milenares.

As chamas ameaçam áreas do parque, que abriga espécies endêmicas como o monito do monte e o pica-pau-de-magallanes, além da alerce, uma cyprófice que pode viver mais de 3.600 anos. O fogo avanzou entre os lagos Rivadavia, Futalaufquen e Menéndez na zona sul, e houve também incêndios em encostas ao norte.

A origem dos incêndios ainda não está totalmente esclarecida. A procuradoria confirmou que um dos focos na Patagônia teve início de forma intencional. Estimativas iniciais apontaram destruição de cerca de 12 mil hectares, com números mais recentes citando até 21 mil hectares.

Ameaça também a circulação de pessoas: cerca de 3.000 residentes e turistas foram evacuados. A queima atingiu a área fora do parque, aproximando-se da rodovia nacional 40, levando ao fechamento de trechos e a atrasos na mobilidade.

Finanças públicas sob escrutínio

Relatos indicam que as ferramentas de prevenção e contenção sofrem com cortes de orçamento. Em 2024, a área ambiental registrou queda expressiva, com redução de recursos destinados à proteção de florestas e a gestão de incêndios.

A Administração Nacional de Parques tem, segundo Greenpeace, apenas 400 bombeiros, sendo o mínimo recomendado de 700 para cobrir cerca de 5 milhões de hectares. Analistas avaliam que a menor disponibilidade de recursos impacta a resposta a emergências.

Especialistas apontam que mudanças climáticas elevam a frequência e a intensidade de incêndios na região. Entidades como a Fundação para o Meio Ambiente e Recursos Naturais destacam que cortes orçamentários geram custos maiores a longo prazo tanto para ecossistemas quanto para a população.

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