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SUS inicia transição de insulina humana para a de ação prolongada

SUS inicia transição da insulina humana para glargina de ação prolongada em piloto nos estados Amapá, Paraná, Paraíba e DF, beneficiando mais de 50 mil pacientes

17.11.2025. Guarulhos (SP) - Anúncio do 1º lote de entrega de Insulina Glargina Biomm/Fiocruz. Fotos: Rafael Nascimento/MS.
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  • O Ministério da Saúde iniciou a transição do uso de insulina humana (NPH) para insulina glargina no SUS, com piloto em Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal.
  • O programa contempla crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2, estimando atender mais de cinquenta mil pessoas na primeira fase.
  • A glargina é uma insulina de ação prolongada, com eficácia de até vinte e quatro horas, permitindo uma única aplicação diária e manutenção dos níveis de glicose.
  • A transição será gradual, dependente da avaliação de cada paciente, e já ocorre treinamento de profissionais da atenção primária nos quatro estados.
  • A expansão nacional depende de parceria entre Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e Gan & Lee; em dois mil e vinte e cinco foram entregues mais de seis milhões de unidades, com investimento de trezentos e quarenta e um milhões de reais, e há previsão de produção de até trinta e seis milhões de tubetes até o fim de dois mil e vinte e seis.

O Ministério da Saúde informou que deu início à transição do uso da insulina humana (NPH) para a insulina de ação prolongada glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto-piloto começa em quatro unidades da Federação: Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal. Participam crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.

A iniciativa visa substituir a insulina NPH pela glargina de forma gradual, mediante avaliação de cada paciente. O objetivo é facilitar a rotina de pacientes, já que a glargina tem atuação de até 24 horas e requer uma aplicação diária. A estimativa inicial aponta mais de 50 mil pessoas beneficiadas nessa etapa.

Detalhes do piloto

Em cada estado, equipes da atenção primária receberam treinamentos para apoiar profissionais de saúde. Uma avaliação dos resultados no horizonte de alguns meses deve embasar a expansão para as demais regiões do país.

A comparação de custos aponta que, em rede privada, a glargina pode custar até R$ 250 para dois meses. A ampliação no SUS busca alinhar boas práticas internacionais com a realidade brasileira.

Parcerias e perspectiva de produção

A expansão ocorre por meio de uma parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP) envolvendo Bio-Manguinhos/Fiocruz, Biomm e Gan & Lee. A iniciativa prevê transferência de tecnologia ao Brasil.

Entre 2025 e 2026, o acordo entregou mais de 6 milhões de unidades do medicamento, com investimento de cerca de R$ 131 milhões. A meta é chegar a 36 milhões de tubetes até o fim de 2026 para abastecimento do SUS.

A pasta ressaltou que a autonomia na produção de insulina é essencial diante da escassez global do insumo, destacando o papel estratégico do acordo com a indústria nacional e internacional.

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