- Pfos, um composto PFAS considerado “forever chemical”, foi detectado em rios e água subterrânea em vinte e cinco locais de Cumbria e Lancashire, com concentrações acima do limiar de segurança de quarenta e oito PFAS no total.
- Em um ponto, a água subterrânea continha Pfos em 3.840 ng/L, com outros PFAS também elevados, segundo amostras da Agência Ambiental divulgadas em 2025.
- Possíveis fontes identificadas incluem um moinho de papel em Beetham e áreas onde polpa de papel contaminada pode ter sida espalhada no solo; cinco aterros históricos e um em operação também aparecem como possibilidades.
- Um morador com poço privado contaminado informou que só tomou conhecimento do problema em novembro de 2021 e que não recebeu apoio adequado das autoridades locais.
- O plano de ação do governo para PFAS, divulgado recentemente, propone controles mais rígidos, diretrizes para terrenos contaminados e consulta sobre limites legais de PFAS na água potável, além de avaliação de responsabilidades de indústrias e instalações.
A contaminação por PFAS foi identificada em 25 locais entre Cumbria e Lancashire, com concentrações de Pfos acima do limite recomendado para água potável. A detecção veio de análises oficiais feitas em janeiro de 2025, divulgadas após pedido de liberdade de informação.
Em um dos pontos de coleta, Pfos atingiu 3.840 ng/L, acompanhado de outros PFAS proibidos. De modo geral, as 25 amostras apresentaram níveis de Pfos superiores ao guia de 100 ng/L para o total de 48 compostos PFAS, indicando uma contaminação ampla na região.
As informações foram levantadas pela Watershed Investigations em cooperação com o Guardian, com dados obtidos por meio de FOI. A área afetada cobre uma zona de importância ambiental, com proteção de habitats e fauna local.
Fontes potenciais identificadas
A Agência de Meio Ambiente aponta Beetham como possível polo de origem, em função do uso anterior de PFAS em uma fábrica de papel. Também aparecem áreas onde o fluido contaminado pode ter sido espalhado pelo solo devido à madeira ou resíduo de polpa usados em terra.
Outras fontes históricas referenciadas incluem antigos resíduos de aterros, uma ETAR (estação de tratamento de águas residuais) e atividades de bombeamento de água. A possibilidade de poluição proveniente de locais próximos a instalações industriais é considerada relevante na avaliação.
A gestão do problema envolve autoridades locais e nacionais. A Agência de Meio Ambiente informou que detectou elevados níveis de PFAS na região em 2022, dentro de um programa de vigilância. A orientação sobre responsabilidades recai sobre as autoridades locais aos marcarem normas para fontes privadas de água.
Resposta institucional e planos de atuação
O governo britânico divulgou um novo plano de ação para PFAS, com propostas para controles mais rígidos, orientações sobre terras contaminadas e consultas sobre limites legais de PFAS na água potável. A indústria é alvo de debates sobre eventuais medidas mais duras.
Organizações do setor ambiental questionam o alcance e a velocidade das ações, defendendo uma proibição mais ampla de PFAS e a responsabilização de fabricantes pela limpeza. Em inglês há apelos para desenvolvimento rápido de substitutos sem PFAS.
No momento, moradores com poços privados são orientados a buscar testes e medidas de segurança, mantendo o abastecimento de água sob supervisão de autoridades locais. Empresas afetadas deverão manter conformidade com normas sanitárias vigentes.
As autoridades reiteram que a proteção de usuários de água, incluindo suprimentos privados, depende de ações coordenadas entre agências de saúde, meio ambiente e normas de consumo. O monitoramento continua para mapear novos pontos de contaminação.
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