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Redes sociais enganam jovens sobre transição de gênero, afirma líder da revisão

Líder da revisão britânica sobre identidade de gênero juvenil alerta que imagens nas redes sociais são irreais, moldando expectativas e afetando jovens e diretrizes escolares

Cass said that social media was not clear on ‘what transition would really mean and how hard it would be’, including ‘quite intensive medical treatments’ and ‘sometimes quite brutal surgeries’. Photograph: Yui Mok/PA
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  • A médica pediatra Hilary Cass, que conduziu a revisão dos serviços de identidade de gênero na juventude, afirmou que jovens são mal informados por imagens irreais nas redes sociais sobre transição.
  • Ela disse que existem imagens e expectativas “irreais” sobre o que a transição realmente envolve, incluindo tratamentos médicos intensos e, às vezes, cirurgias brutais.
  • Cass aponta que o número de crianças com disforia de gênero pode estar aumentando por causa das redes sociais e de estereótipos de gênero.
  • Ela elogiou diretrizes sobre identidade de gênero para escolas, destacando cautela com pré-púberes e que transição social precoce pode não ser o caminho certo, mas admitiu que as orientações não são infalíveis.
  • As diretrizes propostas sugerem que escolas envolvam pais/ responsáveis na maioria dos casos, expliquem com sensibilidade que alunos socialmente trans não terão acesso a instalações do sexo oposto e adotem abordagem cuidadosa diante de pedidos de transição social.

O médico pediatra Hilary Cass, responsável pela revisão dos serviços de identidade de gênero na juventude no NHS, afirma que jovens são expostos a imagens irreais de transição nas redes sociais. Segundo Cass, essas representações criam expectativas sobre o que envolve o processo e as consequências médicas.

Ela destaca que poucas pessoas nunca se sentem confortáveis com seu sexo biológico e que, para essas pessoas, o caminho médico pode ser a única forma de viver melhor. A especialista aponta que o aumento de casos pode ter relação com redes sociais e estereótipos de gênero.

Cass afirma que a narrativa online incentiva a ideia de que não há espaço para ser diferente do que aparece nas mídias, o que pode influenciar jovens a buscarem identificar-se como trans. Segundo ela, há variações normais entre meninas e meninos que nem sempre são entendidas pela sociedade.

Diretrizes escolares sobre identidade de gênero

A pesquisadora destacou o rascunho de diretrizes para escolas, divulgado pelo Departamento de Educação, como um avanço. O documento enfatiza cautela com crianças pré-púberes e admite que transição social precoce pode direcionar para um caminho inadequado.

As propostas de orientação sugerem evitar regras rígidas baseadas em estereótipos de gênero e reservar tempo para entender os sentimentos das crianças. Além disso, o texto propõe envolver os pais, com exceção de situações em que o envolvimento possa colocar a criança em risco.

Para crianças que solicitam transição social, as escolas devem explicar que o acesso a instalações de sexo oposto pode ser restrito e que o assunto deve ser tratado com sensibilidade. A participação dos pais deve ocorrer em raros casos.

A autora também ressalta que o debate público sobre transição de gênero na infância não deve instrumentalizar as crianças e que temas de espaços únicos, esportes e segurança não devem envolver os menores.

Fonte: Cass recomenda cautela e avalia que as diretrizes podem não ser totalmente à prova de falhas, mas representam um passo importante na orientação escolar sobre o tema.

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