- Cyprus pediu aos moradores que reduzam o consumo de água em dez por cento (equivalente a dois minutos de água por dia), alinhado a um pacote de emergência de 31 milhões de euros.
- Os reservatórios atingiram mínimos históricos, com armazenamento em 13,7 por cento em fevereiro, frente a 26 por cento no ano anterior, em meio à seca mais severa já registrada.
- O governo lançou uma campanha pública para reduzir o uso doméstico a cerca de 140 litros por pessoa por dia, incluindo reúso de águas residuais e redução de vazamentos.
- Planos de desalinização preveem 14 unidades em operação até o fim de 2026; duas unidades foram doadas pelos Emirados Árabes Unidos, conforme anunciadas pelas autoridades.
- Agricultores foram obrigados a reduzir a irrigação em trinta por cento; especialistas alertam para impactos sociais e ressaltam a necessidade de estratégias adaptadas a cenários climáticos futuros.
Cyprus lança apelo para reduzir o consumo de água em 10% diante da pior seca já registrada. O governo anunciou o pacote emergencial de 31 milhões de euros, com medidas para frear o uso e ampliar a oferta de água potável. A situação acontece antes da alta temporada de turismo.
As autoridades indicam que a redução equivale a cerca de dois minutos diários de água corrente por pessoa. A meta é abrangente, incluindo banhos, higiene bucal e uso de máquinas de lavar. O foco é preservar os reservatórios diante de níveis já históricamente baixos.
Os reservatórios no país estão em mínimas recordes, com a chegada de fevereiro em 13,7% da capacidade total. O contexto é agravado pela seca mais severa da memória recente, enquanto as previsões apontam poucas chances de recarga antes do auge do turismo.
O ministro responsável pela água aponta uma campanha de conscientização neste mês para orientar o consumo doméstico. Em áreas de maior calor, o consumo médio per capita é até cinco vezes superior à média europeia, segundo dados oficiais, e a meta é chegar a cerca de 140 litros por pessoa por dia.
Medidas adicionais incluem reaproveitamento de águas residuais, correção de vazamentos em redes que chegam a 40% e apoio financeiro para aquisição de dispositivos hidráulicos econômicos. A desidratação de áreas florestais e terras agricultáveis acentua a pressão sobre o sistema.
Críticas apontam que ações de longo prazo deveriam ter sido implementadas mais cedo, com destaque para a necessidade de reduzir demanda e diversificar fontes. Entre as posições, destacam-se planos para ampliar a desalinação e melhorar a infraestrutura hídrica com foco na resiliência.
Especialistas ressaltam que cenários climáticos futuros indicam aumentos de temperatura superiores às projeções conservadoras. Pesquisas indicam impactos na agricultura e possível necessidade de migração de áreas rurais caso a água permaneça escassa.
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