- MPs e especialistas em saúde alertam que o NHS está falhando em assegurar a vacinação contra MMR em crianças, exigindo uma reformulação urgente do sistema.
- Em alguns locais da Inglaterra, menos de sessenta por cento das crianças de cinco anos receberam as duas doses, com o surto em Enfield mobilizando cinco clínicas de vacinação.
- Em Enfield, quinze crianças foram hospitalizadas entre sessenta que contrairam sarampo; a taxa de vacinação é de setenta e quatro vírgula três por cento, abaixo de metas da Organização Mundial da Salud (95%).
- Há pressão para que farmácias passe a aplicar vacinas MMR, para complementar a atuação de médicos de família, escolas e campanhas de alcance.
- Especialistas e autoridades destacam que a adesão continua caindo e que a atual organização de entrega das vacinas não atinge a cobertura necessária, aumentando o risco de novos surtos.
Dramáticos sinais de declínio na cobertura de vacinação contra o MMR em Inglaterra levaram MPs e especialistas de saúde a defenderem uma reformulação urgente do sistema. Alarmes aumentaram após a identificação de quedas de adesão em várias regiões e o surgimento de surtos de sarampo, especialmente em Londres.
Em Enfield, o atual foco de um surto local aponta para uma taxa de vacinação de MMR de 64,3% entre crianças de cinco anos, abaixo da meta de 95% indicada pela OMS. A situação envolve dezenas de casos e dezenas de crianças hospitalizadas, com ações de captura emergenciais organizadas em centros comunitários.
A controvérsia cresce sobre quem deve liderar a vacinação: médicos de família, escolas e farmácias. Grupos médicos defendem que farmácias passem a oferecer vacinas para ampliar o alcance, especialmente para famílias com dificuldades de locomoção ou agendas conflicts.
Dados recentes indicam queda no índice de vacinação completa — de 88,2% para 83,7% entre cinco anos nos últimos anos. Parlamentares questionam a eficácia do modelo atual, que depende amplamente de consultas GP e campanhas escolares, sem alcançar a cobertura desejada.
Profissionais da área de saúde enfatizam a necessidade de mudanças estruturais para acelerar a imunização e reduzir o risco de novos surtos. Analistas citam a importância de facilitar o acesso a segunda dose e de manter campanhas de catch-up funcionando com maior abrangência.
Mudanças propostas e ações em curso
Organizações de saúde sugerem que a participação de farmácias na aplicação de vacinas possa acelerar o atendimento, desde que haja treinamento adequado e apoio logístico. Especialistas ressaltam que isso pode beneficiar famílias que perderam consultas regulares ou precisam de atualização.
Representantes da Royal College of Paediatrics and Child Health destacam que a presença de vacinadores em farmácias pode tornar o processo mais rápido e acessível, desde que haja supervisão profissional e integração com o restante do sistema público.
O setor farmacêutico também apoia a medida, afirmando que a redução de uma década na adesão ao MMR evidencia a necessidade de revisão do modelo. Observam que uma atuação mais ampla pode aumentar a cobertura sem deslocar hospitais ou centros de saúde.
Especialistas coincidem ao afirmar que, mesmo com maior participação de farmácias, é essencial manter campanhas em escolas e ações de reforço para comunidades com menor aceitação ou registro de vacinação. A cooperação intersetorial é apontada como chave.
Sinais de alerta continuam sendo monitorados pelas autoridades. Um novo surto local pode ser contido mais rapidamente com estratégias integradas, evitando a repetição de padrões vistos em outras regiões de Londres e no país.
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