- Em fevereiro, seis filhotes de elefante-marinho-do-norte adoeceram em Ano Nuevo, com problemas respiratórios e neurológicos; testes confirmaram H5N1.
- Até 24 de fevereiro, sete filhotes haviam testado positivo, e 30 elefantes-marinhos morreram, sendo 29 desmamados; ainda há confirmação da causa em todos os casos.
- Trata-se do primeiro registro de H5N1 em mamíferos marinhos na Califórnia e do primeiro caso na espécie Mirounga angustirostris.
- O parque estadual proibiu a presença do público na área de observação e cancelou passeios para a temporada.
- Pesquisadores de UC Davis e UC Santa Cruz, em parceria com agências, seguem com vigilância rigorosa ao longo da costa para monitorar o surto e avaliar impactos na população.
Avinha de influenza aviar de alta patogenicidade atingiu as focas-elefantes do norte em California. Em Año Nuevo State Park, seis filhotes recém desmamados adoeceram em fevereiro, com sintomas respiratórios e neurológicos. Testes confirmaram H5N1.
Até 24 de fevereiro, sete filhotes haviam testado positivo para o vírus, segundo o Laboratório Nacional de Serviços Veterinários dos EUA. Ao todo, 30 focas haviam morrido; a causa não foi confirmada para todos os casos.
Este é o primeiro registro de H5N1 em mamíferos marinhos na Califórnia e o primeiro registro na espécie Mirounga angustirostris. A doença circula globalmente desde 2020, com grande impacto na fauna.
A detecção precoce ocorreu graças ao monitoramento intenso de UC Santa Cruz e UC Davis nos parques de Ano Novo, que acompanharam as crias desde dezembro. Pesquisadores ressaltam a vigilância contínua.
Medidas de contenção
De 23 de fevereiro, os parques estaduais fecharam a área de observação de focas para o público. Tours programados foram cancelados pelo restante da temporada, somando mais de 4 mil ingressos interrompidos.
As autoridades estão coordenando com NOAA Fisheries, o Departamento de Pescas e Vida Selvagem da Califórnia e a Rede de Encerramento deMamíferos Marinhos da Costa Oeste para monitorar o saneamento da colônia.
Contexto e próximos passos
Pesquisadores explicam que a transmissão entre focas-elefantes aumentou o risco de disseminação entre mamíferos. A equipe segue coletando amostras para mapear impactos na população, incluindo filhotes e fêmeas.
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