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Possível ciclone subtropical na costa do Sudeste é monitorado

Ciclone subtropical pode se formar no mar entre Rio de Janeiro e Espírito Santo, afastado do litoral, com ventos fortes no mar e mar agitado, sem risco aos estados.

Marinha do Brasil alerta para a possibilidade de formação de ua ciclone subtropical sobre o mar, afastado da costa do RJ e do ES, entre 28/2/26 e 1/3/26
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  • Uma nova área de baixa pressão se formou no mar entre as costas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e deve se intensificar nas próximas 24 horas.
  • A Marinha do Brasil emitiu aviso especial sobre possível ciclone subtropical a partir de 28 de fevereiro, com pressão central prevista em 1002 hPa e movimento para o sul.
  • Simulações dos modelos internacionais indicam queda da pressão central abaixo de 100 hPa na tarde de 28 de fevereiro ou na manhã de 1º de março, com o sistema se fortalecendo no alto-mar.
  • O ciclone deve ficar afastado da costa e não deve passar sobre estados brasileiros; poderá provocar rajadas de vento fortes no oceano, mas sem passar para terra.
  • No Brasil, rajadas de até 60 a 65 km/h devem ocorrer na costa do Rio de Janeiro e do Espírito Santo em 28 de fevereiro, diminuindo para cerca de 55 km/h no dia 1º de março, com mar agitado, sem previsão de ressaca.

Uma área de baixa pressão formou-se no oceano, entre a costa do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, e tende a intensificar nas próximas 24 horas. A Marinha do Brasil emitiu aviso especial na tarde de sexta-feira, 27 de fevereiro, considerando a possibilidade de formação de um ciclone subtropical.

Segundo a carta meteorológica da Marinha de 27/2/26, a baixa aparece marcada com a letra B, em vermelho, com 1002 hPa. A previsão indica que o sistema se manterá afastado da costa, movendo-se para o sul e ganhando intensidade em alto-mar.

A Climatempo monitora a evolução da baixa. Modelos como GFS indicam pressão central próxima de 100 hPa ainda na tarde de 28/2, enquanto o ECMWF sugere essa queda para o início de 1/3. Ambos os modelos apontam intensificação no oceano, longe do litoral.

Aviso da Marinha ressalta que o ciclone, se se formar, permanecerá em alto-mar e não deverá atingir estados brasileiros. O sistema pode gerar rajadas de vento fortes no mar, sem previsão de ventania em terra.

Impactos no Brasil

Neste sábado, 28/2, a presença da baixa pressão na costa pode provocar ventos moderados a fortes, de direção sudoeste, com até 60 km/h no litoral fluminense e até 65 km/h no litoral capixaba. No domingo, com o afastamento, as rajadas devem frar até 55 km/h.

O mar nessas áreas tende a ficar agitado, mas não há previsão de ressaca para as próximas 24 horas. As condições são limite de alerta, mantendo-se sob observação pelas autoridades de meteorologia.

O que é um ciclone subtropical?

Trata-se de um centro de baixa pressão isolado, não associado a uma frente fria. No Hemisfério Sul, o vento ao redor do centro sopra no sentido horário. O centro pode apresentar água superficial mais quente que as camadas superiores, aumentando a instabilidade atmosférica e a chance de tempestades severas.

Quando atinge ventos entre 63 km/h e 118 km/h, pode-se caracterizar como tempestade subtropical. A sequência de intensificação depende da evolução do sistema, que pode ou não evoluir para categorias superiores.

Nomeação de um ciclone

Caso haja evolução para tempestade subtropical, o sistema recebe um nome definido pela Marinha do Brasil. Em 2024, houve o ciclone Akará; em 2024 também houve a tempestade subtropical Biguá. Se surgir uma nova tempestade subtropical no Sudeste, o nome pode ser Caiobá, palavra de origem tupi.

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