- Conservacionistas aguardam o retorno do primeiro casal de garças-pescadeiras a se reproduzir na costa sul da Inglaterra em 180 anos: o macho 022 e a fêmea CJ7, que nidificam desde 2022 em Careys Secret Garden, perto de Wareham, em Dorset.
- O retorno acontece após a migração anual, normalmente antecedida pela viagem até a África Ocidental; a previsão é de que voltem no final de março.
- Em 2025 houve o segundo casal a se estabelecer no sul da Inglaterra, e 2026 pode trazer um terceiro casal, aponta a associação Birds of Poole Harbour.
- Um jovem macho nascido em 2023 demonstrou interesse em retornar à região e pode formar o terceiro par, agora que chegou à idade de reprodução.
- A taxa de retorno entre as garças-pescadeiras da região é de cerca de 30%; muitas aves não retornam por predadores, ventos ou corre na corrente do Atlântico. A iniciativa de reintrodução começou em dois mil e dezessete; CJ7 e 022 já criaram quatro pintinhos em 2024 e mais quatro em 2025.
Nestas semanas, a região de Poole Harbour aguarda a volta do primeiro casal de mergulhões-orelhudos (ospreys) a se reproduzirem na costa sul da Inglaterra em 180 anos. O par formado pelo macho 022 e pela fêmea CJ7 tem nidificado no Careys Secret Garden, perto de Wareham, em Dorset, desde 2022.
A chegada é aguardada após a migração anual, normalmente para a África Ocidental, com previsão de retorno no fim de março. Em 2025, já houve o segundo casal a nidificar no sul da Inglaterra, segundo a ONG Birds of Poole Harbour, e 2026 pode trazer um terceiro casal.
Segundo Sam Ryde, da organização, há sinais de que um jovem macho nascido em 2023 pode retornar para formar a terceira dupla, agora que está na idade de reprodução. A taxa de retorno entre os mergulhões que migram é estimada em cerca de 30%.
Mergulhões que não retornam podem ter sido vítimas de predadores, como crocodilos e chacais, ou terem sido arrastados para o Atlântico durante o temporal. A maioria dos mergulhões do sul da Inglaterra está ringada, mas muitos não carregam rastreadores, dificultando a confirmação de seu destino.
O programa de reintrodução, coordenado pela ONG, começou em 2017, com a soltura de filhotes de ospréis na Dorset, vindos da Escócia. A dupla CJ7 e 022 é considerada muito incomum, tendo produzido oito filhotes entre 2024 e 2025.
Foi instalado um nestcam e uma plataforma de observação no Careys Secret Garden, enquanto outros ninhos continuam sob sigilo para evitar interferência. A entidade ressalta que a história de apego ao ninho costuma prevalecer sobre a fidelidade entre indivíduos.
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