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Governo cria duas unidades de conservação federais no Rio Grande do Sul

Lula cria Parque Nacional Marinho do Albardão e Área de Proteção Ambiental do Albardão no litoral sul gaúcho; área total de 1.618.488 hectares

Região do Albardão é uma das mais importantes para a manutenção da biodiversidade do Atlântico Sul. Foto: Acervo NEMA/Divulgação
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto, publicado no Diário Oficial, criando duas unidades de conservação federais no litoral sul do Rio Grande do Sul: o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental do Albardão.
  • A iniciativa, liderada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, visa proteger ecossistemas marinhos e costeiros e fortalecer ações contra a mudança climática e a perda de biodiversidade.
  • A área total das duas unidades, incluindo a Zona de Amortecimento, chega a 1.618.488 hectares.
  • Entre as espécies protegidas estão a toninha (golfinho em risco), tartarugas marinhas, tubarões, raias, aves marinhas migratórias e mamíferos que utilizam a região.
  • O litoral sul gaúcho fica na rota atlântica das Américas, servindo como corredor migratório e habitat estratégico para diversos organismos marinhos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou, por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União, duas Unidades de Conservação federais no litoral sul do Rio Grande do Sul. São elas: o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, em Santa Vitória do Palmar.

A medida, liderada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo ICMBio, visa proteger ecossistemas marinhos e costeiros de relevância ecológica e fortalecer a resposta à mudança climática e à perda de biodiversidade.

A soma das áreas do parque, da zona de amortecimento e da APA do Albardão totaliza 1.618.488 hectares, protegendo habitats que funcionam como alimentação, reprodução e crescimento para espécies ameaçadas.

A proteção inclui espécies como a toninha, golfinho extremamente ameaçado na região, além de tartarugas marinhas, tubarões, raias e aves marinhas migratórias. Esses habitats ajudam a reduzir mortalidade da fauna.

Ao justificar a medida, a ministra Marina Silva destacou o compromisso do governo com a preservação ambiental e a defesa do oceano, ressaltando a importância científica, pública e institucional da iniciativa.

A região fica na rota atlântica das Américas, ponto de parada para aves migratórias que cruzam o Atlântico, alimentando-se de invertebrados e pequenos crustáceos ao longo de longas jornadas.

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