- A popularidade de competições de canto de pássaros na Indonésia reduziu drasticamente o murai batu, também conhecido localmente como murai batu, nas florestas do país.
- Os veículos de contenção de aves valorizam a voz melódica e a beleza do murai batu, com jurados avaliando duração do canto, volume, ritmo, apresentações e aparência.
- Pássaros premiados chegam a render dezenas de milhares de dólares, e prêmios para os donos já incluíram carros; muitos compradores preferem aves capturadas na natureza.
- A pressão para capturar aves selvagens para as disputas acelerou o declínio em Java e Sumatra; muitos moradores rurais dependem economicamente dessa prática.
- Em 2018, o governo retirou o murai batu da lista de espécies protegidas, o que complicou a fiscalização justamente quando a caça e a perda de habitat já eram fortes; a criação em cativeiro aumentou, mas aves criadas em cativeiro não retransformam a população selvagem.
The murai batu, uma ave conhecida por seu canto, está desaparecendo das florestas da Indonésia. O aumento de concursos de cantos de pássaros impulsionou a coleta ilegal, reduziram as populações na natureza.
Relatos de Rizky Maulana Yanuar, colaborador da Mongabay Indonesia, apontam que manter murai batu está enraizado na cultura local. Em sociedades javanesas, ter um pássaro é sinal de status e sucesso.
Especialistas afirmam que a demanda por aves selvagens eleva preços, estimulando a caça. Muitos poços de captura acontecem em áreas rurais, onde a renda é instável e a prática vira fonte de sustento.
Peni Mak Lajang, morador de Sumatra, relata que antes capturava cinco aves por semana e vendia cada uma por cerca de 800 mil rupias. Hoje consegue capturar menos de uma ave por mês.
A pressão contínua para abastecer concursos de canto está reduzindo significativamente as murai batu em Java e Sumatra. A situação é agravada por mudanças legais ocorridas em 2018.
Em 2018, a murai batu foi retirada da lista de espécies protegidas, após lobby de associações de criadores. A medida dificultou a fiscalização contra a captura ilegal em áreas já sob pressão.
A criação em cativeiro tem aumentado para atender a demanda, mas aves criadas em cativeiro não repõem as populações silvestres. O mercado está cheio de animais sem retorno à natureza.
Conservacionistas destacam que a prática está ligada a fatores sociais, econômicos e políticos. A ideia é proteger as pessoas, não apenas as aves, segundo especialistas.
O caso evidencia que o manejo da fauna depende de ações abrangentes, que vão além da proteção de espécies. A preservação exige fortalecer comunidades, cadeias de renda e fiscalização efetiva.
A matéria completa traz ainda dados sobre o mapa de oferta e demanda no comércio de aves, mostrando que traços de espécies influenciam o mercado, além da identidade da espécie.
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